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Descoberta de petróleo no Amapá pode ajudar Petrobras a repor reservas

Publicado 18/08/2026 • 15:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá, pela Petrobras, pode reposicionar o Brasil no mapa da energia.
  • De acordo com André Mirsky, economista e consultor financeiro especializado em energia, a quantidade, o potencial e se a descoberta vai ter uma dimensão suficiente ainda são questões em aberto.
  • "Serão necessárias novas perfurações e, só um pouco mais à frente, poderemos ter certeza se estamos diante de um novo pré-sal ou não", afirma.

A descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá, pela Petrobras, pode reposicionar o Brasil no mapa da energia. De acordo com André Mirsky, economista e consultor financeiro especializado em energia, a quantidade, o potencial e se a descoberta vai ter uma dimensão suficiente ainda são questões em aberto.

“Serão necessárias novas perfurações e, só um pouco mais à frente, poderemos ter certeza se estamos diante de um novo pré-sal ou não”, afirma.

De acordo com o especialista, os próximos passos são explorar mais, realizar novas perfurações e abrir novos poços para identificar a dimensão dessa bacia. O segundo ponto, segundo ele, é verificar a qualidade do petróleo e até que ponto ele tem viabilidade comercial, dentro das etapas desde a exploração até a comercialização. Para isso, serão investidos cerca US$ 7,5 bilhões dentro do plano dos próximos quatro anos da Petrobras, segundo Mirsky.

Reposição de reservas

Segundo André, o mundo está vendo uma mudança na matriz energética. Nesse cenário, a estatal busca novas fronteiras para manter a produção ao longo das próximas décadas. Na avaliação de Mirsky, a exploração da margem equatorial faz parte desse movimento de reposição de reservas. “O Brasil não está descobrindo novas fronteiras, ele está repondo reservas, então está transferindo tecnologia e utilização de um lado para o outro”, disse.

A estratégia permitiria utilizar a produção atual para financiar novas áreas de exploração enquanto a Petrobras também avança em tecnologias relacionadas à transição energética.

Leia também: Descoberta de petróleo no Amapá reforça soberania energética do Brasil, diz Alexandre Silveira

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Potencial econômico para o Amapá

Caso a reserva tenha grande escala e seja considerada comercialmente viável, a exploração pode gerar efeitos econômicos relevantes para o Amapá, segundo o especialista.

Entre os possíveis impactos estão investimentos em infraestrutura, logística, serviços de apoio, turismo e de royalties. “Se essa descoberta de fato vier a se tornar um novo pré-sal, ela vai transportar para o Amapá uma região em que terá um desenvolvimento muito grande”, afirmou.

Pressão ambiental

A região está próxima à Amazônia e é considerada ambientalmente sensível, o que torna o processo de licenciamento um dos principais pontos de atenção. Segundo Mirsky, o Ibama tem adotado uma postura rigorosa em relação às licenças de perfuração e aos planos de contenção e segurança.

“Esse tem sido o maior entrave à própria exploração e, inclusive, tem sido responsável pelos atrasos no plano de exploração. […] A notícia é boa: o petróleo já foi encontrado. Agora, basta saber até que ponto ele é comercial e quais são suas dimensões”, explica.

Leia mais: Governador do Amapá diz que descoberta de petróleo é ‘notícia do século’; veja repercussão

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