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Diesel fecha semana em alta e registra maior preço desde maio, diz ANP

Publicado 19/09/2026 • 08:41 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Alta de 2,3% levou o diesel S-10 à média de R$ 7,13 por litro nos postos.
  • Petróleo Brent chegou a US$ 104,87, pressionado pelos conflitos no Oriente Médio e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
  • Defasagem entre preços internacionais e valores da Petrobras aumenta preocupação com importações e abastecimento regional.

O preço médio do diesel S-10 vendido nos postos brasileiros avançou 2,3% nesta semana, chegando a R$ 7,13 por litro, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira. É o maior valor registrado desde o fim de maio.

A alta ocorre em um momento de forte pressão sobre o mercado internacional de petróleo. O movimento ganha ainda mais relevância com o início do plantio de soja no Brasil, período em que a demanda por diesel costuma aumentar devido ao uso intensivo de máquinas e veículos no campo.

O petróleo Brent, principal referência internacional, encerrou a semana cotado a US$ 104,87 por barril, ante aproximadamente US$ 93 no começo do mês. A valorização ocorre em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, à intensificação das ações militares dos houthis, aliados de Teerã, e aos efeitos dos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

A disparada das cotações externas também ampliou a diferença entre os preços internacionais e os praticados pela Petrobras no mercado brasileiro. Segundo executivos dos setores de distribuição e importação ouvidos pela Reuters, a defasagem chegou a níveis recordes, levando importadores a postergar compras e aumentando os temores de problemas pontuais de abastecimento e distorções regionais.

O impacto sobre o mercado brasileiro também é influenciado pela dependência de importações. Cerca de 30% do diesel consumido no país vem do exterior, enquanto nem todos os agentes do setor participam dos programas de subvenção adotados pelo governo para tentar reduzir os efeitos da valorização internacional.

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A Fecombustíveis, entidade que representa cerca de 40 mil postos no país, afirmou que acompanha com preocupação os efeitos da instabilidade internacional sobre os preços e o abastecimento. A entidade destacou que eventuais aumentos nas bombas não devem ser analisados apenas pelo valor final pago pelo consumidor.

Segundo a federação, a formação do preço envolve uma cadeia que passa por produção, importação, refino, distribuição, logística, tributos e mistura obrigatória de biocombustíveis antes de o produto chegar aos postos.

A entidade também defendeu uma análise mais ampla e técnica da composição dos preços, para evitar que a revenda seja responsabilizada por aumentos de custos que podem ter origem em etapas anteriores da cadeia de combustíveis.

Na quarta-feira (17), a Petrobras informou um reajuste de R$ 1 por litro no preço médio do diesel vendido às distribuidoras, que entrou em vigor na quinta-feira. A estatal, porém, afirmou que o aumento foi compensado por um desconto de mesmo valor decorrente da subvenção econômica concedida pelo governo federal, neutralizando o impacto do reajuste.

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