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Dívida bilionária e recuperação judicial: possível fusão entre Pão de Açúcar e Dia
Publicado 18/12/2024 • 08:28 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/12/2024 • 08:28 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Os rumores de uma possível fusão entre o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Grupo Dia movimentaram a bolsa de valores nos últimos dias. O mercado reagiu à informação de que o empresário Nelson Tanure, que recentemente teria fechado um acordo para comprar o Grupo Dia, estaria interessado em unir as operações das duas varejistas, ambas enfrentando grandes desafios financeiros em 2024.
Na segunda-feira (16), as ações do GPA (PCAR3) subiram mais de 20% na B3, mas o movimento foi corrigido na terça-feira, quando o ativo recuou mais de 8%.
A situação do Dia é mais complexa, tanto que a companhia foi colocada à venda em maio deste ano após registrar resultados negativos e fechar mais de 343 lojas, além de três centros de distribuição. A companhia está em recuperação judicial com dívidas que somam mais de R$1,1 bilhão.
Em seu plano de recuperação judicial divulgado em setembro, o Dia revelou que a maior parte do passivo é com fornecedores de mercadorias. Há também dívidas na casa de R$268 milhões junto a bancos como Santander, Banco do Brasil e Daycoval.
Os números mais recentes do GPA indicam que a companhia teve perdas de R$311 milhões no terceiro trimestre. O valor é 76% menor do que o registrado no mesmo período de 2023, mas aquele trimestre foi impactado por operações continuadas e descontinuadas.
Se a comparação de alguns indicadores financeiros com os resultados do ano anterior é difícil de ser feita por essa questão, vale a análise do valor que o GPA investiu no terceiro trimestre. O montante foi de R$ 182 milhões, montante inferior aos R$ 220 milhões do terceiro trimestre de 2023.
Essa redução no valor dos investimentos faz parte de uma estratégia da companhia para otimizar a operação e melhorar o fluxo de caixa operacional em busca do equilíbrio financeiro do negócio.
O GPA é a quarta maior rede de supermercados do Brasil em termos de faturamento. No ano passado, a companhia somou R$ 20,6 bilhões em vendas. Ficou atrás somente de Grupo Mateus (R$ 30,2 bilhões), Assaí Atacadista (R$ 72,7 bilhões) e Grupo Carrefour (R$ 115,4 bilhões).
Na bolsa de valores, o GPA está avaliado atualmente em R$ 1,2 bilhão. A empresa perdeu mais de 96% de valor de mercado nos últimos cinco anos. Neste ano, a desvalorização das ações já é de 33%. O Carrefour, por sua vez, vale R$ 12,5 bilhões na bolsa brasileira. Poderia ser mais, não fosse a queda de 50% no valor do papel desde o começo do ano.
Ainda que as ações de Carrefour e GPA estejam em queda neste ano, o setor de supermercados vive um ano positivo em 2024. Entre janeiro e outubro, as vendas avançaram 5,2%. O percentual é maior do que o registrado no varejo como um todo, que cresceu 5% segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
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