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Dr: Inovação: novo medicamento oral contra câncer de pâncreas pode representar maior avanço da área em 20 anos
Publicado 08/06/2026 • 21:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 08/06/2026 • 21:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Um novo medicamento administrado por via oral pode representar o maior avanço das últimas duas décadas no combate ao câncer de pâncreas, uma das formas mais agressivas e letais da doença. Os resultados foram apresentados recentemente durante o congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e animaram pesquisadores e especialistas ao redor do mundo.
Segundo o médico e empresário Pedro Batista, CEO da Horus AI e comentarista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a nova terapia atua sobre a proteína KRAS, considerada há décadas um dos principais motores do crescimento tumoral e um alvo difícil de ser atingido pelos tratamentos convencionais.
“É uma das descobertas mais importantes dos últimos 20 anos, principalmente para o tratamento oncológico e para os pacientes que têm esse tipo de doença”, afirmou.
De acordo com o especialista, a proteína funciona como um interruptor responsável por estimular a multiplicação das células cancerígenas. Quando sofre mutações, permanece permanentemente ativada, favorecendo a progressão do tumor. O diferencial do novo medicamento está na capacidade de bloquear diversas mutações da proteína simultaneamente.
“O que a nova medicação consegue fazer é justamente impedir que esse botãozinho permaneça ligado. Ela atua sobre diferentes mutações do KRAS, abrangendo um número muito maior de pacientes”, explicou.
Os resultados iniciais são considerados expressivos. Mais de 500 pacientes participaram dos estudos clínicos, e os dados indicam um aumento relevante na sobrevida dos pacientes. Segundo Batista, a expectativa é que os benefícios sejam superiores aos observados com os tratamentos atuais.
“A sobrevida observada já ultrapassou de 12 a 18 meses. Para um câncer de pâncreas, isso é extremamente importante”, disse.
O médico lembrou que a doença costuma ser associada a prognósticos bastante desfavoráveis. Um dos casos mais conhecidos foi o do fundador da Apple, Steve Jobs, que morreu menos de um ano após o agravamento da enfermidade.
Além do câncer de pâncreas, a descoberta pode abrir caminho para tratamentos mais eficazes em outros tumores que também apresentam mutações no gene KRAS, incluindo alguns tipos de câncer de pulmão e de cólon.
Por enquanto, o medicamento ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores. O estudo foi publicado no periódico científico New England Journal of Medicine e deverá passar pela análise da agência reguladora norte-americana, a FDA. Depois disso, poderá iniciar o processo de avaliação em outros países, incluindo o Brasil.
“Acredito que em um período de seis meses a um ano essa medicação já possa estar disponível nos grandes centros oncológicos do mundo”, afirmou Batista.
Apesar do potencial terapêutico, o custo ainda é um desafio. Segundo o especialista, o tratamento anual atualmente está estimado em cerca de US$ 300 mil por paciente.
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Seguir no GoogleO médico também ressaltou a importância do diagnóstico precoce. O câncer de pâncreas costuma apresentar sintomas apenas em fases mais avançadas, o que dificulta o tratamento. Entre os sinais mais comuns estão dores abdominais persistentes, dores irradiadas para as costas e o amarelamento da pele.
Além disso, novas ferramentas de inteligência artificial têm demonstrado capacidade de identificar alterações discretas em exames de imagem realizados anos antes do diagnóstico convencional.
“Diagnósticos precoces são sempre melhores para o tratamento de qualquer pessoa. Por isso, é fundamental manter os exames em dia e realizar check-ups regularmente”, concluiu.
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