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Defendido pela esposa de Moraes, Vorcaro é condenado a pagar honorários em processo perdido contra Vladimir Timerman
Publicado 24/07/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/07/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi intimado pela Justiça de São Paulo a pagar honorários decorrentes de uma ação que perdeu. No processo, Vorcaro é representado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O valor cobrado é de R$ 5.678,69. Embora a quantia seja baixa, o processo reúne nomes de destaque no cenário político e financeiro do país, segundo reportagem de Pablo Giovanni, do portal Metrópoles,
A decisão, assinada pela juíza Paula da Rocha e Silva, da 39ª Vara Cível de São Paulo, determina a intimação de Vorcaro e do Master para que efetuem o pagamento em quinze dias. Caso a quantia não seja quitada de forma voluntária, incidirão multa de 10% e honorários advocatícios de outros 10% sobre o débito.
A decisão prevê ainda um novo prazo, também de quinze dias, para eventual impugnação, caso o pagamento não ocorra no período determinado.
Leia também: Flávio Bolsonaro diz não conhecer “Sicário” após divulgação de foto com aliado de Vorcaro
A defesa de Vorcaro no processo é feita por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A condução do caso por uma advogada com ligação direta ao STF chama atenção diante do histórico de investigações que envolvem o banqueiro e o Banco Master.
O processo nasceu de uma queixa-crime por calúnia e difamação apresentada por Vorcaro contra o fundador da gestora Esh Capital, Vladimir Timerman. Segundo os autos, Vorcaro e o Master sustentaram que Timerman cometeu os crimes ao apresentar ao Ministério Público Federal uma notícia de fato com indícios de crimes contra o sistema financeiro envolvendo o banqueiro e a instituição.
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Siga o Times | CNBCVorcaro perdeu em todas as instâncias e foi condenado a pagar honorários aos três advogados de Timerman.
A primeira rejeição da queixa-crime ocorreu em outubro de 2024, quando a 14ª Vara Criminal de São Paulo considerou não haver justa causa para o prosseguimento do caso. Ao longo do processo, o Ministério Público recomendou a rejeição, sob o argumento de que a apresentação de uma notícia de fato não pode ser interpretada como ato criminoso.
A Polícia Federal identificou indícios de que Vorcaro monitorou Timerman durante a disputa judicial que envolve denúncias sobre operações ligadas ao Banco Master. Segundo relatório da investigação, Vorcaro atuou em conjunto com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado como “Sicário” e apontado pela PF como operador de uma suposta milícia privada. O documento aponta que a dupla teve acesso a procedimentos policiais protegidos por sigilo.
As conversas analisadas pelos investigadores mostram que, em dezembro de 2023, Vorcaro afirmou ser necessária uma “medida urgente” contra Timerman. Na época, o empresário acusava fundos ligados ao Master e ao investidor Nelson Tanure de irregularidades em operações envolvendo a Gafisa, denúncias que deram origem a apurações na Comissão de Valores Mobiliários.
De acordo com a investigação, Sicário informou a Vorcaro que monitorava Timerman “24 horas” e afirmou que conseguiria acessar e-mails, contas de WhatsApp e perfis em redes sociais, caso fosse necessário. Dias depois, apresentou consultas processuais com informações sob sigilo.
Para a Polícia Federal, as mensagens revelam que Vorcaro acompanhava o andamento de investigações que envolviam o empresário e buscava obter informações reservadas sobre os procedimentos. O relatório também registra que Sicário teria acesso a sistemas com informações protegidas, chegando a afirmar possuir “acesso total e ilimitado” para obter documentos relacionados a pessoas e empresas de interesse do grupo.
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