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Brasileiros confiam no mercado de trabalho, mas freelancers seguem sem proteção, mostra estudo exclusivo
Publicado 24/07/2026 • 08:30 | Atualizado há 45 minutos
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Foto: Canva
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O Brasil concentra a maior proporção de trabalhadores da economia gig entre nove países latino-americanos, segundo estudo da seguradora Chubb sobre segurança e proteção diante do desemprego, compartilhado com exclusividade ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ao mesmo tempo, o país lidera o otimismo regional em relação ao mercado de trabalho, o que evidencia uma lacuna entre confiança e cobertura real de renda.
Conforme o levantamento, 50% dos trabalhadores independentes brasileiros se identificam como gig workers ou freelancers, proporção mais alta entre os nove países pesquisados. Equador aparece na sequência com 36%, seguido por Colômbia (34%), Argentina (32%), Chile (31%) e Porto Rico (28%). México, Panamá e Peru registram os menores percentuais, com 20% cada.
| País | Trabalhadores gig ou freelancers | Otimismo com o emprego em 2027 |
|---|---|---|
|
|
50% | 49% |
|
|
36% | 13% |
|
|
34% | 20% |
|
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32% | 25% |
|
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31% | 24% |
|
|
28% | 17% |
|
|
20% | 31% |
|
|
20% | 30% |
|
|
20% | 29% |
| Média regional | – | 25% |
Elaboração: Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, com dados do estudo da Chubb
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Apesar da liderança na categoria, o estudo aponta que 62% dos brasileiros afirmam preocupação por não contar com cobertura em caso de perda de renda. Entre os que efetivamente ficaram sem fonte de renda nos últimos três anos, apenas 46% tinham algum tipo de proteção ativa no momento da interrupção.
Quando a renda para, as consequências aparecem de forma direta. Segundo a pesquisa, 37% dos brasileiros temem não conseguir comprar alimentos para a família, 20% temem não conseguir pagar contas de luz, água ou gás, e 13% afirmam que não conseguiriam arcar com aluguel ou financiamento imobiliário. A possibilidade de ficar incapacitado por doença ou acidente preocupa 72% dos entrevistados.
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Siga o Times | CNBCPara o vice-presidente de Consumer Lines da Chubb no Brasil, Guilherme Waki, a proteção de renda garante que a família continue se sustentando enquanto o trabalhador busca uma nova oportunidade. Segundo ele, essa necessidade é particularmente urgente para quem depende de plataformas digitais para gerar renda no país.
O estudo mostra que 49% dos trabalhadores brasileiros acreditam que o risco de perder sua fonte de renda será menor no próximo ano, o maior índice entre os países pesquisados. México aparece na sequência com 31%, seguido por Panamá (30%), Peru (29%), Argentina (25%), Chile (24%), Colômbia (20%), Porto Rico (17%) e Equador (13%). A média regional fica em 25%.
Waki afirma que o Brasil lidera a confiança em relação ao futuro do trabalho, mas destaca que o otimismo não substitui a cobertura. Segundo ele, é justamente nesse ponto que os seguros de proteção de renda têm papel concreto a desempenhar junto aos trabalhadores independentes.
O levantamento aponta que 54% dos brasileiros afirmam que contratariam uma proteção de renda caso tivessem acesso a esse tipo de cobertura. Para Waki, a missão da companhia é garantir que uma interrupção de renda não comprometa a vida das famílias brasileiras, seja para quem trabalha com carteira assinada ou para quem depende de aplicativos para gerar renda.
O estudo “Segurança e Proteção: o que os latino-americanos protegem diante do desemprego” ouviu 3.150 pessoas com 18 anos ou mais, com acesso à internet, em Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru e Porto Rico. O levantamento foi conduzido pela Artool SPA por meio de questionário online autoaplicado.
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