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“É muito difícil redirecionar essas exportações”, diz diretora da Abimaq sobre tarifaço dos EUA

Publicado 16/07/2026 • 22:28 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Abimaq projeta queda de 11% nas exportações de máquinas para os EUA com o novo tarifaço.
  • Setor afirma que substituir o mercado americano é difícil devido à customização dos equipamentos.
  • Indústria pede medidas para ampliar competitividade e reduzir custos tributários.

A tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve ampliar a pressão sobre a indústria nacional de máquinas e equipamentos.

O setor, que já registrou queda nas exportações após medidas tarifárias adotadas anteriormente, projeta uma nova retração em 2026 e avalia que redirecionar as vendas para outros mercados no curto prazo será um dos principais desafios.

Em entrevista exclusiva ao Radar, Patrícia Gomes, diretora de Comércio Exterior da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), afirmou que a expectativa é de uma redução de 11% nas exportações no próximo ano. A projeção considera a tarifa de 25% e a possibilidade de uma cobrança adicional de 12,5%, que ainda aguarda definição.

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O produto brasileiro vai ficar menos acessível e o comprador americano vai pensar duas vezes antes de fechar negócio. Naturalmente, ele vai procurar alternativas”, afirmou.

De acordo com Patrícia, o setor exportou US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 17,6 bilhões, na cotação atual) para os Estados Unidos no ano passado e registrou um superávit comercial de US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6,6 bilhões).

As vendas, porém, já haviam recuado 9,1% após as medidas tarifárias implementadas anteriormente.

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Projetamos uma redução de 11% nas exportações em 2026, considerando esse novo cenário tarifário, depois de uma queda que já foi registrada em 2025″.

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Diferentemente de outros produtos, máquinas e equipamentos exigem processos de certificação, homologação e desenvolvimento específicos para cada cliente, o que dificulta substituir rapidamente o mercado americano por outros destinos.

“São máquinas de alto valor agregado, muitas vezes customizadas. Existe um processo de certificação e uma relação comercial construída ao longo do tempo. Não é um produto que pode simplesmente ser direcionado para outro mercado.”

Diante desse cenário, a Abimaq defende medidas que ampliem a competitividade da indústria brasileira, combinando instrumentos de financiamento com ações para reduzir a carga tributária incidente sobre as exportações.

“Os mecanismos de financiamento são importantes, mas também precisamos de instrumentos que aumentem a competitividade do produto brasileiro e reduzam os resíduos tributários que ainda afetam nossas exportações.”, afirmou.

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