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AGU pede à PF inquérito sobre fake news contra BB e risco de ‘corrida bancária’
Publicado 25/08/2025 • 19:11 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 25/08/2025 • 19:11 | Atualizado há 8 meses
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Banco do Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar a divulgação de fake news contra o Sistema Financeiro Nacional. O órgão cita publicações em redes sociais com “potencial de fomentar uma verdadeira corrida bancária para retirada de valores dos bancos” e causar prejuízo à economia.
O encaminhamento foi feito pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD) após denúncia do Banco do Brasil, que relatou na sexta-feira (22) a circulação de informações falsas consideradas de “extrema gravidade”, por incentivarem a quebra da normalidade institucional.
“Desde 19 de agosto de 2025, diversos perfis em redes sociais passaram a veicular notícias falsas envolvendo agentes do sistema financeiro nacional, em especial o Banco do Brasil, em reação ao posicionamento institucional sobre as sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio da OFAC (Office of Foreign Assets Control), com base na chamada Lei Magnitsky”, diz a PNDD.
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Na semana passada, o Banco do Brasil já havia denunciado à AGU uma série de postagens em redes sociais com informações falsas sobre a instituição e incitando a retirada maciça de recursos por correntistas. Entre os autores citados, estão os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do advogado Jeffrey Chiquini, por postagens consideradas difamatórias e contrárias à soberania nacional.
Em vídeo publicado no dia 20 em seu canal no YouTube, Eduardo Bolsonaro afirmou que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. O parlamentar tem mais de 1,7 milhão de seguidores na plataforma. O Estadão/Broadcast procurou o deputado, mas não obteve resposta.
A presidente do banco, Tarciana Medeiros, também reclamou publicamente desse movimento em evento realizado no dia 20, sem citar nomes.
Na comunicação à AGU, o BB alertou que esses ataques podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, contra a soberania nacional, contra o Sistema Financeiro Nacional, além de violação de sigilo bancário e difamação. Por isso, pediu que a AGU avaliasse uma ação judicial para coibir a disseminação dessas informações.
As postagens foram publicadas no X (antigo Twitter), no Instagram e no Threads, além de vídeos no YouTube.
“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o banco no ofício.
No mesmo documento, o BB relatou que a campanha pode levar a uma corrida bancária contra a instituição, em razão de interpretações falsas sobre a aplicação da Lei Magnitsky. Segundo o banco, clientes já começaram a pedir esclarecimentos pelo temor de “sanções secundárias falsamente propagadas”.
O episódio ocorreu dias após o Banco do Brasil cancelar o cartão internacional do ministro Alexandre de Moraes, de bandeira Mastercard, como consequência da medida restritiva decretada por Donald Trump. O ministro recebeu em substituição um cartão da Elo, bandeira brasileira cujos acionistas são o próprio BB, além da Caixa e do Bradesco.
“O cenário de risco é que, do dia para a noite, e cada vez mais, surgem especialistas em Lei Magnitsky, formados em redes sociais, que recomendam a retirada de recursos de bancos brasileiros, especialmente do Banco do Brasil, controlado pelo Estado brasileiro”, escreveu a instituição. “Esse raciocínio enviesado, que pode fomentar uma corrida de clientes para retirada de recursos de instituições financeiras brasileiras, sem qualquer conhecimento de causa, gera tensão em seus clientes e risco à economia nacional.”
No sábado (23), os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram a ofensiva nas redes sociais a bolsonaristas.
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