Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Juros futuros recuam com expectativa de acordo entre EUA e Irã, mas mercado segue dividido sobre decisão do Copom
Publicado 12/06/2026 • 22:18 | Atualizado há 3 meses
Meta vira nova aposta de investidores em IA e opções disparam
Nasdaq sobe 2% e fecha com recorde impulsionado pela alta das ações de IA e queda do petróleo
Muse, da Meta, supera ChatGPT, Grok e Claude em downloads após o lançamento
AMD supera US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez
Kylian Mbappé encerra parceria de 20 anos com Nike: “Era hora de mudar”
Publicado 12/06/2026 • 22:18 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Banco Central
Às vésperas de decisão de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), os juros futuros intermediários e longos seguiram devolvendo prêmios. Segundo agentes, embora os dados de inflação divulgados nesta sexta-feira, 12, tenham mostrado um lado qualitativo ainda pressionado, a sinalização por parte do Irã de que um acordo de paz com os Estados Unidos está próximo serviu de suporte para que as taxas corrigissem parte dos excessos da semana.
Com o ajuste do mercado local de renda fixa, a probabilidade apontada pela curva futura de que o Banco Central mantenha a Selic nos atuais 14,50%, que alcançou cerca de 70% na última quarta-feira, encerrou a sessão de hoje em 40%, segundo cálculos do banco Bmg. Em sentido contrário, a chance de nova redução de 0,25 ponto porcentual voltou a ser majoritária, ao avançar de 30% para 60%.
A reversão dos dois últimos pregões levou os principais vértices negociados na B3 a recuarem no cômputo semanal. O DI para janeiro de 2027 cedeu cerca de 8 pontos-base ante o fechamento da última sexta-feira. Já os vencimentos de janeiro de 2029 e de 2031 caíram ao redor de 35 pontos-base.
No dia, porém, diante da percepção de que o Banco Central perdeu graus de liberdade na condução da política monetária, os trechos mais curtos tiveram resistência à queda. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 passou de 14,331%, do ajuste de quinta, para 14,36; a do DI de janeiro de 2029 anotou baixa de 14,559% para 14,455%; e a do DI de janeiro de 2031 cedeu de 14 462% a 14,33%.
Embalados pela declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, de que um memorando de entendimento entre os EUA e o Irã “nunca esteve tão perto”, os contratos futuros de petróleo perderam cerca de 3% nesta sexta, ficando abaixo de US$ 90 o barril, o que permitiu alívio nas curvas de juros globais e ajudou a moderar as taxas por aqui. No final da tarde, Araghchi detalhou que o memorando a ser composto por 14 artigos, será a primeira etapa para uma tratativa, seguida de negociações para um acordo definitivo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCGestor de renda fixa da Armor Capital, Igor Campos avalia que, tendo como base a melhora do cenário externo, os DIs teriam que mostrar devolução maior dos prêmios. “A curva ainda está devendo um pouco, porque ainda temos um posicionamento muito ruim, sem tanta profundidade para a quantidade de players”, afirmou, lembrando que o saldo da semana ainda foi de eventos negativos para os juros, tais como o recrudescimento das expectativas inflacionárias, o ressurgimento das preocupações com o problema fiscal do País e a continuidade do confronto no Golfo Pérsico.
“Todo mundo estava apostando em um grau de normalização do conflito que pudesse trazer alguma flexibilidade para o BC cortar juros no curto prazo. Juntando todos estes elementos, a curva se descorrelacionou do externo de maneira forte e, agora, dependendo de como a guerra se encaminhar e da próxima reunião do Copom, pode voltar a ter racionalidade”, disse.
De qualquer forma, o gestor da Armor ressalta que, no curto prazo, o BC tem menos espaço para afrouxar a Selic, o que justifica, em sua visão, o pior desempenho das taxas mais curtas em relação aos demais vértices da curva a termo. “O BC perdeu flexibilidade em relação à condução da política monetária no curto prazo. Nosso cenário, de que deve haver mais dois cortes na Selic, já pode ser considerado otimista”.
Para Ian Lima, Diretor de Investimentos de Renda Fixa da Inter Asset, uma combinação de fatores que reforça a necessidade de uma postura mais cautelosa da política monetária deve levar o Copom a não mexer na Selic em junho. Segundo Lima, os principais elementos que justificam a manutenção dos juros seriam a deterioração das expectativas de inflação, a persistência de uma inflação corrente ainda pressionada e um nível de atividade econômica mais resiliente do que o esperado.
Publicado na abertura dos negócios pelo IBGE, o IPCA desacelerou de 0,67% em abril para 0,58% em maio, superando em 3 pontos-base a previsão mediana de analistas do Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), de alta de 0,55%. Na visão do economista Adriano Valladão, do Santander, a ausência de aceleração em diversos núcleos pode ser considerada “uma boa notícia” no dado.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Dino manda PF investigar operações do Banco Master com cemitérios de SP, mas proíbe apuração sobre Mendonça
2
Master pagou R$ 40 mi ao escritório de Viviane Barci e R$ 33 mi ao de advogada citada como “canal direto com STF” em 2024, diz PF
3
Alta cúpula do Master tratava advogada como “sócia de Gilmar”
4
Taxistas e motoristas de aplicativo ganham novas regras para acesso a crédito
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025