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Alckmin defende diálogo com os EUA e chama novo tarifaço de “descabido”
Publicado 02/06/2026 • 13:58 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/06/2026 • 13:58 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Canva
O vice-presidente Geraldo Alckmin realizou uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (2), em que afirmou que o governo brasileiro vai buscar o diálogo com o governo americano como saída para barrar o novo tarifaço anunciado pelo USTR.
“Esse diálogo já vinha ocorrendo entre os dois governos, e vamos chamar a iniciativa privada em defesa da soberania e no interesse do povo brasileiro”, afirmou.
Leia também: Com exportações em queda, CNI critica novas tarifas dos EUA e alerta para impacto
Perguntado se já havia uma conversa aberta com o governo Trump neste momento, Alckmin afirmou que o diálogo com os Estados Unidos “é permanente”.
O vice-presidente também afirmou que o governo vai se preparar para a audiência pública sobre o tarifaço, que vai acontecer no próximo dia 6 de julho. A fase de debates públicos vai terminar no dia 15 de julho.
Alckmin também lembrou que a balança comercial entre os dois países é favorável aos Estados Unidos. Considerando bens e serviços, os americanos acumulam um superávit próximo de US$ 40 bilhões na relação bilateral.
Levando em conta os dez principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, oito já entram no mercado americano sem tarifas.
Diante desse cenário, o vice-presidente considerou a recomendação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros como “descabida” e que não encontra justificativa nos dados do comércio bilateral.
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Alckmin também reforçou que o diálogo entre os dois países foi atrapalhado por “falsos patriotas”, fazendo menção ao encontro do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, com o presidente americano, Donald Trump.
“O diálogo já estava ocorrendo, mas ele foi atrapalhado por falsos patriotas, que colocam interesses pessoais e partidários acima do interesse público.”
O ministro da Indústria e Comércio, Mário Rosa, afirmou que cerca de 21% das exportações brasileiras poderão ser afetadas caso o tarifaço de 25% seja aprovado. Ele afirmou que os setores mais afetados serão os de máquinas e equipamentos, plástico, madeira, calçados, ferro fundido, e peixes e crustáceos.
O Pix, meio de pagamento que foi citado na recomendação da USTR, foi defendido por Alckmin, que afirmou que o sistema “é um patrimônio nacional e uma conquista do povo brasileiro”.
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