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ABIMED vê risco para indústria de saúde com nova tarifa de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros
Publicado 24/07/2026 • 13:25 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 24/07/2026 • 13:25 | Atualizado há 40 minutos
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Abimed/ Instagram
A Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED) manifestou preocupação com a entrada em vigor, nesta sexta-feira (24), da nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida afeta diretamente fabricantes nacionais de dispositivos, insumos e equipamentos médicos, que ficaram de fora da lista de exceções divulgada pelas autoridades americanas.
Com a nova cobrança somada à tarifa de 25% aplicada anteriormente a diversos produtos brasileiros, parte das exportações do país passa a enfrentar uma tributação total de até 37,5%, além da tarifa regular de importação.
De acordo com a ABIMED, o impacto para o setor de tecnologia em saúde tende a ser significativo porque muitas empresas instaladas no Brasil dependem das exportações para os Estados Unidos para manter escala de produção e viabilidade econômica.
“O setor de tecnologia médica opera com cadeias globais altamente integradas e dependentes de volume. Temos empresas associadas que destinam grande parte da produção de determinadas linhas exclusivamente à exportação para o mercado americano. Como os produtos de saúde exigem longos e rigorosos processos de aprovação regulatória em cada país, a indústria não consegue redirecionar suas vendas de forma rápida para outros mercados”, explica Fernando Silveira Filho, Presidente-Executivo da ABIMED.
A associação informou ainda que continuará atuando junto aos Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), fornecendo informações técnicas e colaborando na construção de alternativas para preservar a competitividade da indústria brasileira e garantir o acesso da população às tecnologias em saúde.
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Siga o Times | CNBCO governo brasileiro classificou a decisão dos Estados Unidos como “completamente arbitrária e injustificada” e anunciou que iniciará os procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica.
Além disso, o Brasil informou que levará o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo o governo, a investigação conduzida pelo USTR sobre regras relacionadas ao combate ao trabalho forçado não apresenta fundamento para justificar as novas medidas comerciais contra o país.
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