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Brasil ganha protagonismo em disputa global por minerais críticos
Publicado 25/06/2026 • 12:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/06/2026 • 12:14 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A disputa internacional por minerais críticos coloca o Brasil em posição estratégica, avaliou Vito Villar, coordenador da BMJ Consultoria. Segundo ele, a proposta da União Europeia de investir no processamento e no refino desses insumos no país pode ampliar o valor agregado da produção nacional e reduzir a dependência europeia da cadeia controlada pela China.
Em entrevista nesta quinta-feira (25) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o consultor explicou que a corrida por minerais essenciais à transição energética ganhou intensidade porque a China concentra tanto uma parcela relevante das reservas quanto a maior capacidade global de processamento dessas matérias-primas. “A China liderou essa transição energética inicialmente, principalmente com os carros elétricos, e saiu na frente desse processamento. Agora boa parte dos países do mundo corre atrás de tentar encontrar uma outra estratégia para sair desse monopólio chinês dos últimos anos”, destacou.
Segundo Villar, esse movimento não se restringe à União Europeia. Estados Unidos, Reino Unido e outras economias também buscam diversificar suas cadeias de suprimento para reduzir a dependência chinesa, enquanto o Brasil ganha relevância por concentrar importantes reservas minerais, apesar da limitada capacidade de processamento.
Leia também: Petrobras pode ampliar protagonismo do Brasil em minerais críticos
Na avaliação do especialista, o interesse europeu vai além da extração mineral e envolve a construção de uma cadeia produtiva mais robusta dentro do Brasil. Ele ressaltou que iniciativas como o Critical Raw Materials Act e o programa Global Gateway foram criadas justamente para estimular novos investimentos e ampliar o acesso europeu a matérias-primas estratégicas.
“O principal ponto aqui, nesse momento, é o acesso a minerais críticos de um país parceiro, que tem acesso facilitado e um ambiente regulatório institucional estável. Esses são os principais pontos que a União Europeia vê no Brasil: um parceiro confiável a médio e curto prazo”, ressaltou.
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Siga o Times | CNBCPara Villar, o avanço do Acordo Mercosul-União Europeia reforça essa estratégia ao permitir acesso aos minerais brasileiros com tarifa zero, tornando o país ainda mais atrativo para investimentos europeus em refino e processamento.
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O coordenador da BMJ Consultoria afirmou que a iniciativa também reflete a tentativa da União Europeia de recuperar competitividade na corrida tecnológica. Segundo ele, o ambiente regulatório europeu oferece segurança aos investimentos, mas também reduz a velocidade da inovação quando comparado aos modelos adotados por China e Estados Unidos.
Ele observou que o bloco enfrenta dificuldades tanto para explorar reservas minerais em seu próprio território quanto para competir em setores como semicondutores, chips e carros elétricos, hoje liderados por empresas chinesas e americanas.
“Além de tudo isso, você tem um atraso na corrida de produção que acaba minando a própria indústria local da União Europeia. Eles agora buscam um acesso facilitado para conseguir abaixar preço. Esse é o ponto final que a União Europeia busca neste momento”, concluiu.
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