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Corte da Selic gera incerteza e aumenta percepção de risco sobre economia brasileira
Publicado 22/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A decisão recente do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano gerou efeitos imediatos no mercado financeiro. Em vez de maior apetite por risco, o movimento foi acompanhado por alta do dólar e abertura dos juros futuros, o que acendeu o alerta entre investidores.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a assessora de investimentos da Monte Bravo, Fernanda Rocha, afirma que o mercado reagiu com confusão ao comunicado mais recente da autoridade monetária. Segundo ela, a combinação de corte de juros com projeções de inflação elevadas aumentou a incerteza sobre os próximos passos da política econômica.
“Isso deixou o mercado bem estressado”, disse. Fernanda explicou que parte da leitura foi de perda de clareza na condução do Banco Central, o que impactou diretamente as expectativas para ativos brasileiros.
A especialista também comentou a suspensão do leilão de títulos indexados à inflação pelo Tesouro Nacional. Para ela, o movimento reflete o ambiente de instabilidade e a necessidade de reavaliar a formação de preços da dívida pública.
Segundo Fernanda, o mercado passou a precificar riscos mais elevados diante da possibilidade de maior desorganização entre política fiscal e monetária. Ela destacou que esse desequilíbrio pode levar a discussões sobre dominância fiscal.
“Dominância fiscal é o pior cenário para uma economia”, afirmou. Ela explicou que, nesse contexto, a política monetária perde eficácia, já que os juros deixam de cumprir o papel de controlar a inflação de forma consistente.
Fernanda também apontou que o nível elevado da dívida pública pressiona o cenário. Segundo ela, o crescimento acelerado do endividamento aumenta o custo de financiamento e reduz a flexibilidade fiscal do país.
Por fim, a assessora defendeu que a redução dos prêmios exigidos pelo mercado depende de maior previsibilidade na comunicação econômica e de reformas estruturais. Ela avaliou que, sem isso, o ambiente tende a seguir com volatilidade e cautela entre investidores.
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