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Comércio avança 1,9% no semestre e supera desempenho de anos recentes
Publicado 13/08/2026 • 15:35 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 13/08/2026 • 15:35 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
O comércio varejista acumulou crescimento de 1,9% no primeiro semestre de 2026, desempenho superior ao registrado em anos completos recentes, segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Depois de uma queda de 1,5% em abril, as vendas voltaram ao campo positivo, com altas de 0,3% em maio e 0,5% em junho. O resultado reforçou a recuperação do setor e levou o acumulado de janeiro a junho a superar a expansão observada em todo o ano passado.
“O crescimento acumulado no semestre é maior que o dos últimos anos (janeiro a dezembro). Em 2025, por exemplo, o comércio fechou o ano com acumulado de 1,6% em relação a 2024”, afirmou Santos.
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O desempenho no início de 2026 foi marcado por três meses consecutivos de crescimento: 0,5% em janeiro, 0,8% em fevereiro e 0,8% em março. Com isso, o primeiro trimestre avançou 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025, recorde da série histórica iniciada em 2000.
Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, porém, houve recuo de 0,4% nas vendas. Para Santos, parte desse movimento está relacionada à própria base elevada alcançada pelo comércio. “Há um efeito estatístico que torna muito mais difícil continuar crescendo quando se está no ponto mais alto da série.”
A perda de força da inflação em maio e junho, combinada ao desempenho do mercado de trabalho, contribuiu para sustentar o comércio varejista restrito, segundo Santos. Na avaliação do gerente, o cenário reúne atualmente “mais fatores que levam para o campo positivo do que fatores que levam para o campo negativo”.
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Além da desaceleração da inflação cheia, produtos com peso relevante no orçamento das famílias passaram a exercer menor pressão sobre os consumidores. A alimentação no domicílio, importante para transformar a receita dos supermercados em volume de vendas, apresentou deflação em junho, depois de ter registrado alta em maio.
Também houve desaceleração ou queda de preços em grupos como vestuário, mobiliário, eletrodomésticos, equipamentos e produtos farmacêuticos, contribuindo para um ambiente mais favorável às vendas do varejo restrito.
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Siga o Times | CNBCNo mercado de trabalho, o crescimento da população ocupada ajudou a compensar a redução dos rendimentos. “A massa de rendimento teve uma ligeira queda de 0,5%, mas o número de pessoas ocupadas cresceu 1,1% em junho de 2026 em relação a maio”, disse Santos, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
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“São fatores que têm uma distribuição mais para o positivo, o que ajuda a segurar esse indicador de volume no campo de crescimento”, completou.
O cenário, entretanto, ainda encontra resistência no custo do crédito para as famílias. Santos destacou que os juros limitam a expansão do crédito à pessoa física e, consequentemente, reduzem seu potencial de estimular o consumo. Quando o crédito não avança, explicou, “há uma menor chance de isso bater no consumo” e nos indicadores da pesquisa.
A situação é diferente no varejo ampliado, que inclui segmentos como veículos e material de construção. Segundo Santos, a aceleração dos preços de automóveis novos e materiais de construção continua pesando sobre o indicador.
“Material de construção e automóvel novo tiveram aceleração. Então, quando a gente olha o ampliado, a gente vai ver que o ampliado, sim, está em queda”, afirmou.
Em junho, o varejo ampliado estava 2,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em fevereiro de 2026. Neste ano, o segmento avançou 1,1% no primeiro trimestre, mas recuou 1,0% no segundo.
Em 2025, o varejo ampliado havia crescido 0,7% no primeiro trimestre e caído 1,5% no segundo. Na segunda metade do ano, registrou alta de 0,3% no terceiro trimestre e de 1,5% no quarto.
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