CNBC
ameaças

CNBCAmeaças falsas de bomba contra voos desafiam autoridades da Europa e cada desvio pode custar até US$ 250 mil a uma companhia aérea

Economia Brasileira

Inadimplência em alta pressiona Copom por corte da Selic, apesar de risco inflacionário

Publicado 01/10/2025 • 07:37 | Atualizado há 1 ano

KEY POINTS

  • Inadimplência das famílias e pequenas empresas em tendência de alta.
  • Comprometimento da renda pressiona política monetária.
  • Massa salarial recorde mantém risco de inflação no radar.
Crescimento econômico em 2026 depende do consumo, mas carece de investimento produtivo, avalia André Perfeito em análise da Garantia Capital.

Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Crescimento econômico em 2026 depende do consumo, mas carece de investimento produtivo, avalia André Perfeito em análise da Garantia Capital.

A inadimplência voltou a ganhar importância no debate sobre política monetária no Brasil. Em uma análise do economista André Perfeito, o cenário atual de endividamento das famílias já mostra sinais claros de que o “serviço sujo da alta da Selic”, isto é, a desaceleração da economia via crédito mais caro, está em andamento.

“O comprometimento da renda das famílias chegou a 27,94%, perto do recorde histórico, e segue em tendência de alta”, afirma. Ele destaca ainda que a qualidade do endividamento piorou: “Boa parte das dívidas não é para aquisição de imóveis ou investimentos duráveis, mas para necessidades correntes. Isso acende um alerta importante”.

Empresas menores sentem mais o peso

Outro ponto citado por Perfeito é a diferença entre grandes companhias e pequenos negócios. “A inadimplência das empresas de grande porte permanece baixa, mas entre micro, pequenas e médias empresas saltou de cerca de 2% em 2020 para 5,5% agora”, explica.

No caso das famílias, os números também preocupam. Embora o recorde de inadimplência de pessoas físicas tenha sido em 2012, quando alcançou 7,2%, os atuais 6,55% (dados de julho) acontecem com endividamento de 48,57% da renda anual, bem acima dos 37,21% registrados naquela época.

Elaboração: André Perfeito

Entre cortes de juros e risco inflacionário

Perfeito resume a situação como um “empate técnico infernal” entre inadimplência em alta e a massa salarial recorde.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

De um lado, a alta no comprometimento da renda sugere espaço para cortes na Selic. De outro, o aumento da renda dos trabalhadores mantém a demanda aquecida, sustentando riscos inflacionários.

“Costumo brincar que os juros não caem porque a notícia ruim é que está bom. Agora talvez a frase precise ser atualizada: a notícia ruim é que está absurdamente bom”, diz.

Para ele, a decisão do Banco Central exigirá “dosar a mão”, como um psiquiatra que precisa ajustar um medicamento sem levar o paciente ao extremo.

“As expectativas de inflação não estão claramente ancoradas e o BC pode insistir em juros acima do neutro. Mas o canal do crédito já mostra que a economia está no limite.”

Elaboração: André Perfeito

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira