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Economia Brasileira

Em fórum na Arábia Saudita, Brasil busca investimentos em minerais estratégicos e terras raras

Publicado 13/01/2026 • 09:41 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Na Arábia Saudita, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o desenvolvimento do Sul Global é fundamental para a segurança energética mundial.
  • Segundo ele, o Brasil busca se destacar como destino para investimentos em mineração, especialmente em minerais estratégicos como terras raras, lítio, nióbio, cobre e níquel, em um momento de reorganização das cadeias globais de fornecimento.
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Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (13), durante o Future Minerals Forum em Riad, capital da Arábia Saudita, que o desenvolvimento do Sul Global é fundamental para a segurança energética mundial.

Segundo ele, o Brasil busca se destacar como destino para investimentos em mineração, especialmente em minerais estratégicos como terras raras, lítio, nióbio, cobre e níquel, em um momento de reorganização das cadeias globais de fornecimento.

“Estamos entre as maiores reservas e recursos do planeta em minério de ferro de alta qualidade, terras raras, nióbio, lítio, cobre e níquel, entre outros. Relembro, ainda, nossa estabilidade jurídica, econômica, social, política e regulatória. Quero convidá-los a conhecer as riquezas naturais do nosso país, especialmente em Minas Gerais e no Pará”, afirmou o ministro.

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O fórum reúne autoridades e executivos das principais empresas globais de mineração. Segundo o ministro, a estabilidade regulatória é um dos fatores observados por investidores estrangeiros, assim como as oportunidades concentradas em estados como Minas Gerais e Pará, onde estão parte dessas reservas.

Silveira também defendeu que países produtores avancem além da extração e passem a agregar valor aos minerais, por meio da industrialização local. Para ele, esse movimento pode reduzir a dependência de cadeias longas de suprimento e contribuir para a descarbonização da indústria global, além de gerar impactos econômicos mais amplos nos países detentores das reservas.

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“A industrialização nos países produtores é apresentada como uma alternativa para tornar as cadeias de suprimento mais resilientes e com menor impacto ambiental”, afirmou o ministro, ao relacionar a agregação de valor a ganhos econômicos e sociais.

Outro ponto levantado foi a integração regional na América do Sul. Silveira citou a possibilidade de expansão de corredores estratégicos ligados à produção de lítio e terras raras, minerais considerados-chave para a transição energética. A proposta, segundo ele, é ampliar a cooperação entre países da região para oferecer ao mercado internacional não apenas matéria-prima, mas cadeias produtivas mais completas.

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O ministro também mencionou a necessidade de investimentos em infraestrutura e financiamento para viabilizar esses projetos, além da participação de centros tecnológicos brasileiros em parcerias internacionais voltadas ao desenvolvimento de cadeias estratégicas de minerais.

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