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Exportações brasileiras de carne bovina batem recorde em maio com avanço das vendas para o mercado chinês
Publicado 04/06/2026 • 19:24 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 04/06/2026 • 19:24 | Atualizado há 55 minutos
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As vendas de carne bovina do Brasil alcançaram o melhor resultado mensal do ano em maio. Os frigoríficos embarcaram 297 mil toneladas para o mercado internacional, um aumento de 17,8% em relação às 252 mil toneladas registradas um ano antes. Frente a abril, o crescimento foi próximo de 3%. A receita gerada pelas exportações somou US$ 1,8 bilhão, 6,5% acima da registrada no mês anterior.
O principal motor desse desempenho foi a China. Os compradores do país adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína brasileira, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume negociado foi 39,6% maior do que o observado em maio de 2025 e representou mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo país no período. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Segundo a entidade, as empresas aceleraram os embarques para o mercado chinês antes da entrada em vigor de novas medidas de proteção comercial anunciadas por Pequim.
Atrás da China vieram os Estados Unidos, com compras de 28,8 mil toneladas e desembolso de US$ 195,6 milhões. Rússia, Chile e União Europeia completaram a lista dos maiores destinos, com aquisições de 13,7 mil toneladas, 8,5 mil toneladas e 8,3 mil toneladas, respectivamente. O valor médio negociado chegou a US$ 6,1 mil por tonelada, avanço de 3,5% sobre abril.
Nos cinco primeiros meses de 2026, os embarques brasileiros atingiram 1,3 milhão de toneladas, superando em 15,3% o resultado do mesmo intervalo do ano passado. A receita acumulada do setor alcançou US$ 7,88 bilhões.
A China permaneceu na liderança ao longo do ano, com compras de 631,9 mil toneladas e desembolso de US$ 3,78 bilhões. O mercado chinês concentrou 45,5% do volume exportado pelo Brasil e respondeu por 48% da receita obtida pelo setor. Em relação aos cinco primeiros meses de 2025, as aquisições chinesas cresceram 27,8%.
Os Estados Unidos aparecem na segunda colocação do ranking anual, com 178,6 mil toneladas importadas e US$ 1,16 bilhão em negócios. Na sequência estão Chile, com 58 mil toneladas e US$ 339,2 milhões, Rússia, com 54,1 mil toneladas e US$ 245,2 milhões, e União Europeia, com 43 mil toneladas e US$ 377,2 milhões. Entre esses mercados, o bloco europeu registrou crescimento de 24% no volume comprado na comparação anual.
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