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Sobretaxa dos EUA ameaça indústria brasileira de móveis e já deixa 10 mil demitidos

Publicado 20/07/2026 • 12:41 | Atualizado há 10 horas

KEY POINTS

  • A iminente entrada da taxa de 25% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros acendeu o sinal de alerta na indústria nacional de móveis, cujas exportações para o mercado norte-americano já caíram 41% este ano.
  • Em entrevista ao Real Time, a diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Cândida Cervieri, reforçou a relevância do país parceiro.
  • Com porcentagens anteriores já pesando sobre a produção, o prolongamento dessa barreira comercial já deixa marcas graves no parque industrial brasileiro.

Foto: Setor Moveleiro

A iminente entrada em vigor da taxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu o sinal de alerta na indústria nacional de móveis, cujas exportações para o mercado norte-americano já caíram 41% este ano. Em entrevista ao Real Time, a diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Cândida Cervieri, reforçou a relevância do país parceiro.

Com porcentagens anteriores já pesando sobre a produção, o prolongamento dessa barreira comercial já deixa marcas graves no parque industrial brasileiro. “Nós já tivemos cerca de 10.000 desempregos. Você não mantém um parque operando com esses custos e sem produção. Não tem como segurar essas demissões e o fechamento de empresas”, alertou Cândida.

“Os Estados Unidos são o principal mercado de destino das exportações brasileiras de móveis. Ele responde por 30% das nossas exportações e é um mercado que vem sendo trabalhado há mais de 25 anos. Esse tarifaço atinge um setor eficiente, que fez o dever de casa”, explica Cândida.

A executiva lembra que redirecionar essa produção para outros países leva de 5 a 6 anos devido a certificações, e que os móveis brasileiros não representam ameaça ao mercado norte-americano: “Esses 30% de exportação para os Estados Unidos significam apenas 0,7% das importações de móveis deles. Quase 40% vêm de China, Vietnã e México, não de nós.”

Leia também: EXCLUSIVO: Tarifaço abre rombo fiscal duplo e empurra dívida a 83% do PIB em 2026, mostra estudo

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Saída negociada

Sem tempo hábil para novos embarques que escapem da taxa, a Abimóvel aposta na diplomacia comercial e empresarial para reverter o cenário. “Acreditamos que ainda há uma possibilidade, e essa possibilidade passa pela negociação. O setor está aberto”, concluiu.

A decisão

Os Estados Unidos confirmaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações originárias do Brasil. Anunciada após a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a medida entra em vigor em 22 de julho de 2026.

Leia mais: Tarifaço dos EUA sobre móveis brasileiros agrava queda de 41,7% nas exportações em 2026

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