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Economia Brasileira

Exportações de açúcar impulsionam superávit paulista e perspectiva para setor segue positiva

Publicado 18/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Segundo Maurício Murici, da Safras & Mercado, a gestão de risco, a proteção de preços e os investimentos em tecnologia ajudaram a preservar a rentabilidade e a competitividade das usinas paulistas.
  • A China segue como o principal comprador individual de açúcar do Brasil e deve ampliar as importações diante da expectativa de queda em sua produção doméstica na safra 2026/27.
  • A combinação entre maior demanda chinesa e recuperação dos preços internacionais pode favorecer as exportações brasileiras de açúcar entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações paulistas nos cinco primeiros meses de 2026, com vendas externas de US$ 2,3 bilhões. Para Maurício Murici, analista de açúcar e etanol da Safras & Mercado, o desempenho reflete uma combinação de gestão de risco, investimentos em tecnologia e ganhos de produtividade acumulados ao longo dos últimos anos.

Segundo o especialista, a adoção de mecanismos de proteção de preços tem sido um dos principais diferenciais do setor. “Muitas usinas fazem operações de proteção e travamento de preços. Isso faz com que elas não fiquem expostas a movimentos de queda no mercado e preserva a rentabilidade”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Murici destacou ainda que o estado de São Paulo consolidou vantagens competitivas por meio de investimentos contínuos em tecnologia agrícola, qualidade dos canaviais e mecanização da colheita. Na avaliação dele, esses fatores ajudam a explicar a posição de destaque do estado na produção de açúcar e etanol.

Ao comparar São Paulo com outras regiões produtoras, o analista afirmou que estados do Centro-Oeste, como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, apresentam nível semelhante de desenvolvimento em gestão, tecnologia e proteção financeira. Ainda assim, ele considera que, na média nacional, São Paulo mantém posição de liderança.

Sobre o mercado internacional, Murici destacou a importância da China para as exportações brasileiras de açúcar. Segundo ele, o país asiático é o maior comprador individual do produto e deve ampliar suas importações nos próximos meses.

De acordo com o analista, condições climáticas desfavoráveis devem reduzir a produção chinesa na safra 2026/27, aumentando a necessidade de compras externas. O cenário tende a favorecer as exportações nacionais. “A China vai aumentar ainda mais as importações do mercado internacional, e o principal fornecedor somos nós, do Brasil”, afirmou.

Na avaliação de Murici, a combinação entre maior demanda chinesa e recuperação dos preços internacionais pode criar um ambiente positivo para o setor sucroalcooleiro brasileiro entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

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