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Economia Brasileira

Indústria de máquinas agrícolas entra no acordo Mercosul–UE sob pressão

Publicado 30/04/2026 • 13:27 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • A indústria brasileira de máquinas e equipamentos chega à entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, em 1º de maio.
  • O momento é de fragilidade no mercado interno e sinais mistos no comércio exterior.
  • Dados da ABIMAQ mostram que, no primeiro trimestre de 2026, as vendas do setor caíram cerca de 16% na comparação com o mesmo período de 2025, refletindo a retração dos investimentos produtivos no país.

Marcos Oliveira/Agência Senado

Bandeiras do Brasil e Mercosul

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos chega à entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, em 1º de maio, em um momento de fragilidade no mercado interno e sinais mistos no comércio exterior. Dados da ABIMAQ mostram que, no primeiro trimestre de 2026, as vendas do setor caíram cerca de 16% na comparação com o mesmo período de 2025, refletindo a retração dos investimentos produtivos no país.

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O recuo está diretamente ligado ao ambiente doméstico mais restritivo, com juros elevados e crédito mais caro, que têm freado a demanda por máquinas, especialmente nos setores agrícola e industrial.

No comércio exterior, o cenário exige uma leitura mais cuidadosa. Na comparação trimestral, as exportações cresceram cerca de 20%, o que, à primeira vista, indicaria um movimento de recuperação. No entanto, segundo a própria leitura do setor, esse avanço não é estrutural. Parte relevante desse crescimento foi pontual, resultado da antecipação de embarques por empresas que tinham estoques disponíveis e aproveitaram oportunidades específicas de mercado.

Os dados mensais reforçam essa volatilidade: após avanço em fevereiro, as exportações recuaram 1,2% em março frente ao mês anterior, mantendo-se próximas ao nível de um ano antes. Ainda assim, no acumulado do ano, o setor registra alta de 7,5%, número que também é influenciado por uma base de comparação mais fraca em 2025, quando a demanda externa, especialmente dos Estados Unidos. estava deprimida.

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Ao mesmo tempo, há uma mudança gradual no perfil dos destinos. Enquanto os Estados Unidos perdem tração, regiões como Europa e América do Sul ganham espaço, com destaque para o crescimento das exportações de máquinas ligadas ao agronegócio e à indústria de transformação.

É nesse contexto que o acordo entre Mercosul e União Europeia passa a ser visto como uma possível alavanca para o setor. Diante de um mercado interno enfraquecido e de exportações ainda instáveis, a ampliação do acesso ao mercado europeu pode ajudar a criar uma frente mais consistente de demanda no exterior.

Ao mesmo tempo, o acordo também traz desafios. A abertura comercial tende a aumentar a concorrência no Brasil, em um momento em que a indústria nacional já perde espaço para importados.

Na prática, o acordo entra em vigor em um momento de transição para o setor: há sinais de reação nas exportações, mas ainda sem base sólida, enquanto o mercado interno segue pressionado. O avanço da integração com a Europa pode representar uma oportunidade, desde que o crescimento externo deixe de ser pontual e se torne sustentável.

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