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Fórmula 1: de hoteis lotados aos empregos temporários, o impacto bilionário do GP na economia de São Paulo

Publicado 08/11/2026 • 12:42 | Atualizado há 20 minutos

KEY POINTS

  • A organização do GP projeta um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia da capital em 2026, contra R$ 2,3 bilhões em 2025.
  • Hotéis das regiões mais procuradas já estão com cerca de 95% de ocupação, e a Embratur registra 14.933 reservas aéreas internacionais para o período da corrida.
  • A Fórmula 1 renovou o contrato com Interlagos até 2035, cinco anos a mais que o acordo anterior.
INTERLAGOS FORMULA 1

@f1

INTERLAGOS FORMULA 1

O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, que acontece em Interlagos neste domingo (8), é um grande motor econômico para a cidade-sede. Neste ano, a organização do evento projeta um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia da capital, contra os R$ 2,3 bilhões registrados em 2025.

Retorno do GP de São Paulo para a economia da cidade
Índice de Alavancagem Econômica
Cada R$ 1 investido na organização e na infraestrutura
R$ 1→R$ 7,14
gerou na economia local, um retorno de mais de sete vezes
Fonte: FGV, com base na edição de 2025 do GP de São Paulo de Fórmula 1.
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Mesmo com previsão de chuva para a prova, o crescimento do esporte continua refletindo na economia das cidades que recebem o evento. Só os ingressos, que chegam a superar R$ 20 mil em experiências premium para os três dias, já esgotaram. Mas o reflexo do GP vai muito além das arquibancadas e alcança outros setores.

Impacto econômico do GP de São Paulo na capital
Em R$ bilhões
R$ 2,3 bi
2025
R$ 2,5 bi
2026 (projeção)
Alta de cerca de 8,7% na projeção para 2026
Fonte: organização do GP de São Paulo de Fórmula 1. O valor de 2026 é projeção.
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

Com expectativa de mais de 300 mil visitantes ao longo dos três dias de evento, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP) estima que os hotéis das regiões mais procuradas já estão com cerca de 95% de ocupação, e a previsão é de lotação praticamente completa até a manhã da corrida. O público de fora também pesa: em 2025, três quartos dos espectadores vieram de outras cidades, segundo a FGV.

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O movimento também aparece em um levantamento da Embratur, que identificou 14.933 reservas aéreas internacionais com destino a São Paulo entre 4 e 11 de novembro de 2026, com dados até 24 de setembro. No mesmo período do ano passado, foram 14.763, um aumento de 1,15%. Entre os países de destaque, a Argentina lidera com 3.685 reservas e gasto médio de US$ 691 por turista, seguida pelos Estados Unidos, com 2.237 reservas e gasto de US$ 1.742,30 por visitante. O México foi quem mais surpreendeu: em 2025, foram cerca de 383 reservas, e neste ano somaram 593, um avanço de 54,83%. Segundo o mesmo estudo, o gasto médio do viajante mexicano é de US$ 1.775,90. Vale lembrar que reservas indicam demanda, e não o número final de turistas na cidade.

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Reservas aéreas internacionais para São Paulo por país
Reservas entre 4 e 11 de novembro de 2026, com gasto médio por turista
ArgentinaArgentina3.685 reservas
Gasto médio por turista: US$ 691
Estados UnidosEstados Unidos2.237 reservas
Gasto médio por turista: US$ 1.742,30
MéxicoMéxico593 reservas
Gasto médio por turista: US$ 1.775,90. Alta de 54,83% ante 2025 (cerca de 383 reservas)
Reservas indicam demanda e não o número final de turistas na cidade.
Fonte: Embratur. Dados até 24 de setembro de 2026. Países em destaque no levantamento.
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

O Índice de Alavancagem Econômica, calculado pela FGV com base na edição de 2025, também chama atenção: a cada real investido na organização e na infraestrutura, o retorno foi de mais de sete vezes. Em números concretos, cada R$ 1 gerou R$ 7,14 na economia local.

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GP de São Paulo de Fórmula 1 em números
Comparação entre as edições de 2025 e 2026
Indicador
2025
2026
Variação
Impacto econômico na capital
R$ 2,3 bilhões
R$ 2,5 bilhões (projeção)
cerca de 8,7%
Reservas aéreas internacionais (4 a 11 de novembro)
14.763
14.933
1,15%
Reservas do México
cerca de 383
593
54,83%
Empregos associados ao GP
23,7 mil
cerca de 25 mil (estimativa)
cerca de 5,5%
Os empregos de 2025 são dado da FGV. O número de 2026 é estimativa do prefeito Ricardo Nunes. Reservas indicam demanda e não o número final de turistas.
Fontes: organização do GP, Embratur (dados até 24 de setembro), FGV e Prefeitura de São Paulo.
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

A geração de empregos também sente o impacto. Para a edição de 2026, a Prefeitura abriu mais de 2,7 mil vagas temporárias para a operação do evento, em funções como vigilância, limpeza, controle de acesso e atendimento, com diárias entre R$ 110 e R$ 250. Em uma estimativa mais ampla, o prefeito Ricardo Nunes mencionou cerca de 25 mil empregos associados ao Grande Prêmio. Em 2025, o evento registrou 23,7 mil postos de trabalho, segundo a FGV, um crescimento de 17,3% em relação a 2024. Na comparação com 2021, o avanço foi de aproximadamente 160%.

Empregos associados ao GP de São Paulo
Postos de trabalho por edição, em milhares
cerca de 9,1 mil*
2021
cerca de 20,2 mil*
2024
23,7 mil
2025
Alta de 17,3% em 2025 ante 2024 e de cerca de 160% ante 2021
* Valores de 2021 e 2024 calculados a partir das variações divulgadas pela FGV (160% e 17,3%).
Fonte: FGV.
Elaboração: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC

E o impacto financeiro foi essencial para o futuro do GP na capital, que agora está garantido por mais 5 anos. Neste sábado (7), durante o fim de semana da corrida, o prefeito Ricardo Nunes, o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e o CEO do GP de São Paulo, Alan Adler, anunciaram a renovação antecipada do contrato, que mantém a prova em Interlagos até 2035. O acordo anterior, firmado em 2023, valia até 2030, e a extensão amplia a permanência da categoria na cidade. Com isso, São Paulo assegura a continuidade do evento e abre espaço para novos investimentos de longo prazo no autódromo, além de manter por mais uma década o fluxo de turistas, empregos e receita que o GP traz para a capital.

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