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Governo central tem déficit de R$ 48,178 bilhões em junho e registra pior resultado desde 2023
Publicado 30/07/2026 • 17:22 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 30/07/2026 • 17:22 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo.
Precatórios fora da meta
O governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30). O resultado, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, ficou pior do que a expectativa mediana do mercado e marcou o maior déficit para meses de junho desde 2023.
O desempenho veio após um déficit de R$ 53,257 bilhões em maio. A pesquisa Projeções Broadcast apontava saldo negativo de R$ 47,20 bilhões para junho, com estimativas do mercado entre R$ 50,155 bilhões e R$ 39 bilhões.
Na comparação anual, o rombo nas contas públicas aumentou. Em junho de 2025, o governo central havia registrado déficit primário de R$ 44,216 bilhões, sem correção pela inflação. O resultado do mês passado ficou atrás apenas do registrado em junho de 2023, quando o déficit chegou a R$ 51,640 bilhões.
As despesas do governo central avançaram 9% em junho, já considerando a inflação do período, na comparação com o mesmo mês de 2025. As receitas totais cresceram 10,2% em termos reais.
Apesar do déficit, a arrecadação federal atingiu um recorde para meses de junho. A Receita Federal informou que a entrada de impostos e contribuições somou R$ 264,437 bilhões no período, o maior valor para o mês desde o início da série histórica, em 2000.
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Siga o Times | CNBCNo primeiro semestre de 2026, o governo central acumula déficit primário de R$ 92,227 bilhões. No mesmo intervalo de 2025, o resultado era negativo em R$ 11,277 bilhões, sem atualização pelo IPCA.
As despesas tiveram alta real de 12,3% no acumulado do ano, enquanto as receitas cresceram 5,2% acima da inflação. O resultado registrado até junho é o pior para o período desde 2020.
Em 12 meses até junho, o déficit primário soma R$ 144,1 bilhões, equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias representam 17,76% do PIB, enquanto as despesas discricionárias correspondem a 1,89%.
A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê superávit primário de 0,25% do PIB, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.
No terceiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, o governo elevou a projeção de superávit para 2026, considerando as exceções previstas para o cumprimento da meta, de R$ 4,1 bilhões para R$ 10,8 bilhões.
Ao descontar R$ 62,8 bilhões em despesas consideradas fora do cálculo da meta, a expectativa oficial aponta para um resultado negativo de R$ 52 bilhões no ano.
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