CNBC

CNBCPetróleo cai mais de 4% após Trump cancelar ataque planejado contra o Irã

Economia Brasileira

Brasil produz petróleo, mas falta capacidade para transformá-lo em combustível, diz especialista

Publicado 03/08/2026 • 11:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Brasil produz petróleo, mas a capacidade limitada de refino mantém o país dependente da importação de combustíveis.
  • Aproximadamente 30% do diesel e 10% da gasolina são comprados no exterior, segundo Chicão Bulhões.
  • Ampliação do parque de refino depende de estabilidade regulatória, segurança jurídica e investimentos de longo prazo.
Chicão Bulhões, presidente do Instituto Brasileiro de Ambiente Regulatório e Liberdade, durante entrevista ao Pré-Market.

Reprodução/Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Chicão Bulhões, presidente do Instituto Brasileiro de Ambiente Regulatório e Liberdade, analisa a capacidade de refino do Brasil em entrevista ao Pré-Market.

O Brasil produz petróleo suficiente para atender à demanda doméstica, mas a capacidade limitada de refino mantém o país dependente da importação de diesel, gasolina e outros derivados. A avaliação é de Chicão Bulhões, presidente do Instituto Brasileiro de Ambiente Regulatório e Liberdade (BARLA), em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Bulhões, o principal risco para os preços dos combustíveis não está apenas na oferta de petróleo bruto, mas na capacidade de transformá-lo em derivados. O cenário ganhou relevância diante das restrições internacionais à exportação de combustíveis e das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

“Não adianta produzir tanto petróleo e não conseguir transformar esse petróleo em derivado”, afirmou.

O especialista disse que o Brasil exporta petróleo bruto, mas ainda precisa importar parte dos combustíveis consumidos no país. Segundo ele, aproximadamente 30% do diesel e 10% da gasolina são comprados no exterior, além de outros derivados.

Bulhões avaliou que algumas refinarias brasileiras já operam acima da capacidade operacional declarada. Para ele, o desempenho elevado do parque mostra que o país possui conhecimento técnico, mas enfrenta uma limitação física que impede a ampliação rápida da produção.

Restrições externas aumentam risco para derivados

O presidente do instituto citou decisões adotadas pela Rússia e pela China para restringir ou reduzir as exportações de derivados. A Rússia é um fornecedor relevante de diesel para o Brasil, enquanto a China busca preservar parte de sua capacidade de refino para atender à própria demanda interna.

Segundo Bulhões, essas medidas reduzem a disponibilidade internacional de derivados e podem pressionar os preços dos combustíveis, mesmo quando o preço do barril de petróleo permanece em níveis considerados normais pelo mercado.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

A instabilidade no Estreito de Ormuz e a guerra entre Rússia e Ucrânia também ampliam os riscos à oferta e ao transporte de petróleo e combustíveis.

Leia também: Irã impede avanço de seis navios no Estreito de Ormuz e mantém bloqueio da passagem

Investimentos dependem de segurança jurídica

Na avaliação de Bulhões, ampliar a capacidade de refino exige maior participação de investimentos privados, além de regras claras e estabilidade regulatória.

O especialista afirmou que uma refinaria não pode ser construída rapidamente e precisa apresentar viabilidade econômica de longo prazo. Por isso, mudanças tributárias ou regulatórias inesperadas podem reduzir o interesse de investidores.

Ele criticou a proposta de taxar as exportações de petróleo com o objetivo de manter uma parcela maior da produção no mercado doméstico. Segundo Bulhões, a medida não resolveria o gargalo porque o país não dispõe de capacidade suficiente para processar todo o petróleo adicional.

“O Brasil produziria o suficiente para consumir, mas não tem parque de refino. Você não monta um parque de refinarias do dia para a noite. Precisa ter sentido econômico, estabilidade e atrair investimento”, disse.

Para Bulhões, o país precisa definir uma estratégia de longo prazo para o setor, estabelecendo quanto pretende produzir, refinar e importar e qual será o papel do investimento público e privado na expansão da infraestrutura energética.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Economia Brasileira