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Economia Brasileira

IPCA-15 desacelera a 0,06% em julho e reforça apostas em novo corte da Selic

Publicado 28/07/2026 • 11:03 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho, abaixo das projeções do mercado.
  • Inflação acumula 3,51% no ano e 4,52% em 12 meses.
  • Queda nos preços dos alimentos ajuda a conter o índice, apesar da alta da energia, e reforça expectativa de corte da Selic.
Frutas, legumes e verduras expostos para venda na Ceasa do Distrito Federal

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Queda nos preços dos alimentos ajudou a desacelerar o IPCA-15 de julho

A prévia da inflação oficial desacelerou para 0,06% em julho, após subir 0,41% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que apontavam alta entre 0,19% e 0,21%.

Com a nova leitura, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 3,51% no ano e de 4,52% em 12 meses, abaixo dos 4,80% registrados em junho. A taxa ficou ligeiramente acima do limite superior de 4,5% do intervalo de tolerância da meta de inflação.

Leia também: Queda na inflação surpreende mercado e reacende apostas em alívio para a Selic

A principal pressão veio do grupo Habitação, que subiu 0,97% e contribuiu com 0,15 ponto percentual para o índice. A energia elétrica residencial avançou 3,03%, influenciada pela bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados em diferentes capitais.

Na outra direção, o grupo Alimentação e bebidas caiu 0,66%, após alta de 0,74% em junho. A alimentação no domicílio recuou 1,14%, com destaque para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%).

A alimentação fora do domicílio, porém, acelerou de 0,40% para 0,55%. O preço das refeições subiu 0,66%, enquanto os lanches tiveram alta de 0,30%.

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O grupo Transportes avançou 0,11%, pressionado principalmente pelo aumento de 11,70% nas passagens aéreas. A alta foi parcialmente compensada pela queda de 0,90% nos combustíveis, com recuos no etanol (-2,50%), no óleo diesel (-1,32%), no gás veicular (-0,97%) e na gasolina (-0,68%).

Entre os demais grupos, Saúde e cuidados pessoais subiu 0,28%, Artigos de residência avançou 0,19% e Despesas pessoais teve alta de 0,08%. Vestuário caiu 0,33%, enquanto Educação e Comunicação recuaram 0,04% e 0,02%, respectivamente.

A leitura abaixo do esperado também veio acompanhada de uma melhora mais disseminada na composição da inflação. A média de cinco núcleos desacelerou de 0,34% para 0,21%, enquanto o índice de difusão caiu de 60,2% para 48,2%, segundo cálculos da MAG Investimentos.

O índice de difusão mede a proporção de produtos e serviços que registraram aumento de preços. A leitura abaixo de 50% indica que menos da metade dos itens pesquisados ficou mais cara no período.

Nos serviços, a alta foi de 0,41%, praticamente em linha com os 0,40% registrados em junho. Os serviços subjacentes, que excluem componentes mais voláteis, avançaram 0,30%.

Para Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, o resultado reforça a expectativa de corte da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), embora o cenário inflacionário ainda exija cautela.

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