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Justiça limita venda de bens de diretor de finanças da Ambipar
Publicado 23/10/2025 • 07:58 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/10/2025 • 07:58 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Obtida na Justiça de São Paulo, a decisão tem como objetivo impedir a alienação de bens de Thiago da Costa Silva, diretor de Integração e Finanças da Ambipar, que enfrenta endividamento superior a R$ 10 bilhões e pedido de recuperação judicial no Brasil e nos Estados Unidos.
A determinação favorável ao credor não impede a venda de bens, mas torna pública a disputa sobre eles, garantindo conhecimento ao mercado sobre a manifestação do credor a respeito de seu crédito junto ao executivo, O Bradesco obteve decisão favorável da Justiça para dar publicidade a um protesto judicial contra Costa Silva.
O pedido foi aceito pela juíza Edna Kyoko Kano, da 18ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, nesta quarta-feira (22). A magistrada determinou que Thiago da Costa Silva fosse notificado pessoalmente, por via postal, e também por meio de edital, com prazo de 20 dias, “para fins de publicidade ampla a terceiros”, conforme previsto no artigo 726 do Código de Processo Civil.
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Ao credor caberá, após o término do prazo de publicação, formalizar o protesto via internet no portal do Tribunal de Justiça de São Paulo, dentro de cinco dias. Após essa etapa, o processo será arquivado, com a anotação do protesto no sistema do TJ-SP.
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Siga o Times | CNBCA medida foi fundamentada pela juíza na “relevância econômica e social do caso” e na necessidade de resguardar o direito do credor.
Thiago da Costa Silva é considerado um dos principais executivos de confiança de Tércio Borlenghi Júnior, fundador e controlador da Ambipar. Ele responde pela área financeira e de integração de aquisições do grupo, que nos últimos anos se expandiu por meio de uma série de operações internacionais.
O protesto judicial é uma ferramenta usada para resguardar créditos e impedir que bens sejam vendidos ou transferidos antes da quitação de dívidas, funcionando como um alerta a investidores e credores sobre eventuais riscos.
A decisão ocorre no mesmo momento em que a Ambipar tenta preservar contratos e reorganizar suas finanças, após entrar em recuperação judicial na última segunda-feira (20).

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