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Opep mantém projeções para produção de petróleo do Brasil e vê leve alta anual em setembro
Publicado 12/11/2025 • 22:15 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 12/11/2025 • 22:15 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Wikimedia Commons
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve suas projeções para a produção de combustíveis líquidos do Brasil, estimando que a oferta total, incluindo biocombustíveis, aumentará cerca de 200 mil barris por dia (bpd) em 2025, para uma média de 4,4 milhões de bpd, segundo o relatório mensal de novembro divulgado pelo cartel.
A entidade informou que a produção total de líquidos do país ficou praticamente estável em setembro, em 4,6 milhões de bpd, alta de 400 mil bpd em relação a um ano antes. A produção de petróleo bruto subiu 15 mil bpd no mês, para 3,9 milhões de bpd, impulsionada por novos projetos. Já a de líquidos de gás natural (NGLs) caiu 16 mil bpd, para cerca de 80 mil bpd, e deve permanecer estável em outubro, enquanto a de biocombustíveis ficou próxima de 700 mil bpd, inalterada na comparação mensal.
Para 2026, a Opep prevê novo avanço, com produção média próxima de 4,5 milhões de bpd, projeção inalterada em relação a agosto, sustentada pela expansão de campos como Búzios (Franco), Mero (Libra NW), Tupi (Lula), Marlim, Peregrino, Atlanta, Bacalhau e Norte Capixaba, além do Parque das Baleias.
O relatório cita que a Equinor iniciou em outubro a produção no campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio de uma plataforma FPSO com capacidade para 220 mil bpd.
Leia mais:
PIB
No cenário macroeconômico, a Opep manteve as previsões de crescimento do PIB brasileiro em 2,3% em 2025 e 2,5% em 2026, com inflação em torno de 5% no próximo ano. O cartel observou que a economia segue “resiliente, apoiada por uma forte demanda doméstica”, mas alertou que o alto endividamento público e as tarifas norte-americanas de 50% sobre importações do Brasil ainda representam riscos.
Selic
A Opep destacou ainda que o Banco Central do Brasil deve preservar a taxa Selic em níveis elevados até o primeiro semestre de 2026 em razão da persistência de pressões inflacionárias, especialmente em serviços. O documento aponta que o mercado de trabalho permanece apertado mesmo com a menor taxa de desemprego em uma década.
A organização nota, contudo, que a recente reforma do Imposto de Renda (IR) e a melhora nas relações comerciais com os Estados Unidos podem sustentar o crescimento em 2026, à medida que tarifas sejam gradualmente reduzidas.
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