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Pacote de R$ 30 bilhões para diesel pode aliviar inflação, mas repasse é incerto, diz economista

Publicado 13/03/2026 • 14:03 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O pacote anunciado pelo governo para conter a alta do diesel, estimado em cerca de R$ 30 bilhões, pode ajudar a reduzir pressões inflacionárias, mas traz riscos fiscais e não garante que a queda de impostos será integralmente repassada ao consumidor.
  • A avaliação é da economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (13).

O pacote anunciado pelo governo para conter a alta do diesel, estimado em cerca de R$ 30 bilhões, pode ajudar a reduzir pressões inflacionárias, mas traz riscos fiscais e não garante que a queda de impostos será integralmente repassada ao consumidor. A avaliação é da economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (13).

Segundo Kawauti, a medida tem caráter preventivo diante das tensões no Oriente Médio, região central para a produção e o escoamento global de petróleo. “Me parece que o governo está tentando, de forma preventiva, mitigar os efeitos inflacionários da guerra que está acontecendo no Oriente Médio”, afirmou.

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Embora o diesel não faça parte diretamente da cesta de consumo da maioria dos brasileiros, a economista destacou o impacto indireto sobre preços. “O diesel é muito importante para o frete, principalmente de produtos alimentícios. Quando o custo do transporte é reduzido, a gente sente essa mitigação lá na ponta”, disse.

Ela ponderou, no entanto, que não há garantia de que a redução de impostos chegará integralmente ao consumidor. “Não há nenhuma forma de garantir esse repasse. Para isso seria necessária uma fiscalização do preço que a distribuidora paga no estoque, algo que não foi feito”, afirmou.

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Ainda assim, Kawauti avalia que a medida tende a conter parte da pressão inflacionária, lembrando o precedente de 2022, quando a redução de tributos sobre combustíveis ajudou a desacelerar a inflação após a disparada do petróleo provocada pela guerra na Ucrânia.

A economista também apontou riscos fiscais e destacou a defasagem entre os preços domésticos e internacionais do diesel. Segundo ela, essa diferença tende a aumentar a pressão por reajustes. “Quanto mais tempo essa defasagem dura, maior pressão de custos a gente tem sobre as empresas petroleiras. Provavelmente a Petrobras não vai conseguir segurar isso por muito tempo”, disse.

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