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Queda do petróleo reduz pressão sobre combustíveis no Brasil
Publicado 02/07/2026 • 13:15 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 02/07/2026 • 13:15 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
A queda das cotações do petróleo em junho reflete principalmente o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, que reduziram os temores sobre o abastecimento global e aliviaram a pressão sobre os preços dos combustíveis, afirmou Bruno Valêncio, diretor fundador da VPricing Combustíveis, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (2).
“Essa queda vem no rebote do memorando assinado entre Irã e Estados Unidos para iniciarem as negociações de um acordo de paz. Isso colocou um ponto e vírgula na guerra e sinalizou a reabertura do Estreito de Ormuz. As cotações caíram 26% em junho, saindo de US$ 98 (R$ 510,58) para US$ 70 (R$ 364,70) por barril”, disse.
Segundo o especialista, o movimento já trouxe reflexos para o mercado brasileiro. Com a queda das cotações internacionais, o diesel importado ficou aproximadamente R$ 1,10 mais barato, reduzindo a pressão sobre distribuidoras e importadores.
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Na avaliação de Bruno Valêncio, embora as declarações de líderes políticos ainda influenciem o humor dos investidores, o mercado passou a observar principalmente o funcionamento da logística global.
“As narrativas ajudam a mexer com o mercado, principalmente pelas redes sociais, mas hoje os investidores estão mais pragmáticos. O Estreito de Ormuz continua funcionando e, enquanto a logística não for interrompida, o impacto sobre o petróleo tende a ser menor”, afirmou.
Ele destacou que parte da queda também era esperada porque havia grande volume de petróleo armazenado em navios que voltou a ser escoado após a redução das tensões.
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“Entendemos que o barril deve permanecer entre US$ 70 (R$ 364,70) e US$ 75 (R$ 390,75). Não devemos voltar rapidamente aos níveis abaixo de US$ 60 (R$ 312,60), porque a infraestrutura da região ainda levará meses para ser totalmente recuperada”, explicou.
Apesar do cenário mais favorável, o diretor da VPricing Combustíveis alertou que a volatilidade permanece condicionada ao sucesso das negociações no Oriente Médio. “Se não houver um acordo de paz substancial, firmado e cumprido entre Estados Unidos, Irã, Israel e Hezbollah, o barril voltará a registrar altas expressivas. O fechamento do estreito continua sendo a principal moeda de barganha do Irã”, afirmou.
Sobre o mercado brasileiro, ele avaliou que a retirada gradual dos subsídios aos combustíveis ocorre em um momento favorável. “A redução das subvenções é importante do ponto de vista fiscal. Como o petróleo caiu, a Petrobras consegue reduzir seu preço-base e compensar parte da retirada do subsídio, mantendo o preço final mais estável”, disse.
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Segundo Bruno Valêncio, a eliminação total do benefício concedido ao diesel ainda deve levar mais tempo. “No diesel ainda existe uma subvenção de R$ 1,12 por litro, um valor elevado. Retirar tudo isso sem gerar impacto inflacionário é difícil. Já na gasolina, onde o subsídio é de R$ 0,44, a compensação tende a ser mais simples”, concluiu.
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