Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Professora da FGV critica política monetária e benefícios fiscais: “Já teríamos R$ 60 bilhões para ajuste”
Publicado 02/06/2025 • 21:56 | Atualizado há 8 meses
Por que o governo Trump decidiu comprar ações de uma mineradora norte-americana de terras raras
Trump “castiga” Coreia do Sul com tarifas de 25% após trava em acordo comercial
Tensão em Minneapolis: Target fala em ‘violência dolorosa’, mas evita embate direto com Trump
Nike vai demitir 775 funcionários nos EUA enquanto acelera automação em centros de distribuição
Empresa de terras raras salta após aporte do Departamento de Comércio dos EUA
Publicado 02/06/2025 • 21:56 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A taxa de juros no Brasil perdeu força como instrumento de controle inflacionário, disse a economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas e conselheira do Corecom-SP, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Mesmo que você tenha uma elevação da Selic, ela tem uma baixa eficiência no controle inflacionário. Em política monetária, a gente chama isso de inocuidade, que significa algo sem efeito”.
Beni alertou que o país vive um momento de crescimento econômico apesar da Selic elevada, o que sugere uma mudança estrutural no comportamento da economia. “Nós estamos há dois anos crescendo mais de 3%. Isso mostra que houve uma recomposição da massa salarial, as contratações melhoraram e o resultado é esse PIB mais forte, mesmo com uma taxa de juros altíssima”.
Sobre a meta de inflação, a especialista criticou sua rigidez. “A nossa meta de 3% é praticamente inatingível no pós-pandemia. Existem vários estudos mostrando que, para um país em desenvolvimento como o nosso, essa meta poderia ser mais realista, chegando, por exemplo, a 5,3%. Essa rigidez força o Banco Central a manter a Selic em níveis muito altos, sem eficácia garantida”.
Leia mais:
“Não vale a pena correr esse risco”, diz economista sobre aumento do IOF
Focus: instituições elevam projeção de superávit comercial em 2025 para US$ 75 bilhões
A docente destacou que fatores como o preço dos alimentos exigem outras soluções além dos juros. “Ano passado, o IPCA foi de 4,8%, mas a inflação de alimentos foi 8%. Subir a Selic não faz chover. Precisamos rever estoques reguladores e pensar em políticas estruturais. A inflação dos alimentos é climática e tem efeito direto na popularidade dos governos”.
Beni defendeu uma ampla revisão do gasto público para enfrentar os problemas fiscais: “Reforma administrativa, corte nas emendas parlamentares, revisão de benefícios fiscais e do fundo eleitoral. Se a gente passasse uma régua de 10% sobre os R$ 600 bilhões em benefícios fiscais, já teríamos R$ 60 bilhões para ajuste”.
—
📌ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Renovação automática e gratuita da CNH vale para idosos? Entenda as regras
2
Quem é Diego Freitas? Conheça o novo CEO da Growth
3
Banco Master: Vorcaro, Lula e o contrato milionário com o escritório de Lewandowski
4
Índia entra em alerta com surto do vírus Nipah e dezenas em quarentena
5
Trading controlada por grupo russo “some do mapa” e demite 344 no Brasil