Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo
Publicado 21/09/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
Trump oferece cargo de porta-voz da Casa Branca a Dana White, presidente do UFC
Trump manda investigar democratas por suposta extorsão após derrota nas eleições
Diretor de estratégia da Meta, Dave Wehner deixa empresa para assumir cargo de CFO na startup de IA Fireworks
Por que as perspectivas para ações do setor de saúde são incertas diante da nova composição do Congresso nos EUA
Risco de escalada no Irã segue alto apesar da vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA, dizem analistas
Publicado 21/09/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e ex-escrivão da Polícia Federal; Ministério da Justiça formalizou sua demissão por abandono de cargo.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, demitiu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo.
A decisão foi assinada na sexta-feira (18) e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21). O ato enquadra a conduta de Eduardo como infração disciplinar após mais de 30 dias consecutivos de faltas sem justificativa.
A demissão encerra o processo administrativo disciplinar aberto pela Polícia Federal depois que Eduardo deixou de reassumir suas funções na corporação. Em julho, a PF concluiu o procedimento e recomendou ao Ministério da Justiça o desligamento do ex-deputado. A decisão final cabia ao ministro.
Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para escrivão. Durante o período em que exerceu mandato na Câmara, ficou afastado da função. Depois da perda do mandato parlamentar, deveria ter retornado ao posto no Rio de Janeiro, mas não se reapresentou.
Leia também:Leia também: Dark Horse: PF faz buscas contra Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro em investigação sobre emendas
A situação funcional de Eduardo Bolsonaro na Polícia Federal começou a mudar em 2025, quando ele passou a permanecer nos Estados Unidos. Em março daquele ano, ainda como deputado federal, pediu licença do mandato e afirmou que ficaria no país para buscar sanções contra autoridades brasileiras.
Em 18 de dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara declarou a perda do mandato após Eduardo ultrapassar o limite constitucional de faltas às sessões deliberativas. Com isso, terminou também o afastamento do cargo de escrivão da PF vinculado ao exercício do mandato parlamentar.
No início de janeiro de 2026, a Polícia Federal determinou que ele retornasse à corporação e se reapresentasse à unidade de origem no Rio de Janeiro. O ato registrava que o afastamento funcional havia terminado em 19 de dezembro e alertava para possíveis medidas disciplinares em caso de ausência injustificada.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEduardo não se reapresentou. A Corregedoria Regional da PF abriu então um processo administrativo disciplinar por abandono de cargo. Em fevereiro, ele foi afastado preventivamente e intimado a devolver a carteira funcional e a arma de fogo vinculada ao posto.
Em julho, a Polícia Federal concluiu o processo disciplinar e recomendou a demissão do ex-deputado. O parecer seguiu para o Ministério da Justiça, responsável pela decisão final sobre o desligamento.
Pela legislação dos servidores públicos federais, o abandono de cargo é caracterizado pela ausência intencional ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.
O processo administrativo foi concluído com a assinatura da portaria de demissão pelo ministro da Justiça.
O vínculo de Eduardo com a Polícia Federal também foi atingido por uma decisão judicial independente do processo administrativo.
Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Além da pena, o colegiado determinou a perda do cargo de escrivão da PF e a inelegibilidade do ex-deputado.
A decisão do STF e o processo administrativo da Polícia Federal seguiram caminhos distintos. A demissão publicada agora pelo Ministério da Justiça decorre do procedimento disciplinar aberto por abandono de cargo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai