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Na ONU, Lula se diz otimista para acabar mal-estar com EUA: ‘Trump tem informações equivocadas sobre o Brasil’
Publicado 24/09/2025 • 17:23 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 24/09/2025 • 17:23 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
NIYI Fote/Estadão Conteúdo
Lula fala na ONU
Nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço das discussões da 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na coletiva de imprensa, Lula celebrou o aceno de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que o chamou de “boa pessoa” e sinalizou caminho aberto para uma reunião com o Brasil. Lula defendeu o papel da ciência no enfrentamento da crise climática e condenou os conflitos em andamento, afirmando que “não é normal o que está acontecendo” na Ucrânia e em Gaza.
Lula convocou as lideranças para a COP30, que acontece em novembro em Belém, e falou sobre a importância do Fundo Floresta Tropical para Sempre (o TFFF, na sigla em inglês). Antes de abrir para as perguntas jornalistas, Lula alfinetou Trump, dizendo que a imprensa poderia fazer “as perguntas que quiserem”, fazendo referência à ameaça do governo dos EUA de regular o que pode ser publicado pela mídia.
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Na coletiva de imprensa, Lula reforçou o convite às lideranças internacionais para participarem da COP 30. Segundo o presidente, a conferência será “a COP da verdade”, em que algo prático será feito, caso contrário, “as pessoas vão perder a crenças nessas conferências, se faz muitos eventos, se discute muita coisa e não se resolve”.
“Aquilo que parecia impossível, aconteceu” comentou Lula sobre o breve encontro que teve com Donald Trump. Por diversas vezes, o político fez referência ao comentário do líder estadunidense sobre ter “rolado uma química” entre eles e confessou que ficou surpreendido com a atitude.
Para Lula, o presidente dos Estados Unidos tem informações equivocadas sobre o Brasil. “Na hora que ele tiver as informações corretas sobre o Brasil, talvez ele mude de opinião”, declarou. “A gente tem muita coisa para conversar, mas conversar com informações verdadeiras”, afirmou.
Lula disse estar disposto a negociar com Trump e que a única coisa indiscutível seria a soberania brasileira. “Saio daqui otimista de uma reunião o mais rápido possível para acabar com o mal-estar que existe hoje na relação Brasil-EUA”, explicou. Sobre a situação do tarifaço, Lula disse que a intenção é fechar um acordo “ganha-ganha”.
Ao ser questionado sobre uma possível “humilhação” por parte de Trump em um futuro encontro, como aconteceu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em fevereiro deste ano, Lula não demonstrou temor. “Não há porque ficarmos de brincadeiras. Vamos conversar como dois seres humanos civilizados”, declarou.

Na ocasião, o presidente brasileiro ainda comentou sobre a Guerra na Ucrânia. “Essa guerra já cansou todos nós”, declarou. Ele disse que ao se encontrar com o líder ucraniano, sentiu “Zelensky muito mais disposto a conversar do que antes”.
Lula voltou a chamar a Guerra na Faixa de Gaza de genocídio e pontou que a ação violenta de Israel na região ocorre antes do ataque do Hamas em sete de outubro de 2023. “Há várias décadas que Israel ocupa áreas dos palestinos”, afirmou.
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O brasileiro aproveitou para criticar a ONU, que, segundo ele, estaria mal representada. “A ONU não é dos membros fixos, ela é da humanidade”, disse. Lula defende uma reformulação da ONU, em que não haja direito de veto. “A ONU precisa a partir de agora não ter mais veto, fazer com que Israel respeite a decisão […] a mesma ONU que teve força para criar o estado de Israel deve ter forças para criar o estado da Palestina”.
No fim da sua fala, Lula ainda respondeu sobre a PEC da Blindagem, que classificou como “um equívoco histórico, desnecessária e provocativa”.
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