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Energia renovável supera carvão pela 1ª vez em um século e abre nova janela de oportunidades para o Brasil
Publicado 05/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 05/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Finep, Petrobras e BNDES lançam fundo para transição energética.
Pixabay,.
Pela primeira vez em mais de 100 anos, as fontes renováveis de energia produzem mais eletricidade do que o carvão no mundo. O avanço foi impulsionado principalmente pela energia solar, que respondeu por 75% do crescimento da demanda global por eletricidade em 2025 e evitou um aumento na geração a partir de combustíveis fósseis.
Os dados fazem parte do relatório Global Electricity Review 2026, da Ember, que aponta uma mudança estrutural no setor elétrico mundial. Em 2025, as fontes renováveis passaram a representar 33,8% da geração global de eletricidade, enquanto o carvão caiu para 33%, perdendo a liderança pela primeira vez desde o início da era moderna da eletrificação.
Embora o estudo tenha como foco o cenário global, o Brasil aparece entre os países que mais podem se beneficiar dessa transformação.
Segundo o relatório, o país conseguiu atender todo o crescimento recente da demanda por eletricidade com fontes de baixa emissão de carbono, graças à expansão da energia solar e eólica combinada à forte base hidrelétrica. Esse movimento evitou um aumento da geração por usinas movidas a gás natural.
Na prática, isso coloca o Brasil em posição privilegiada em uma economia que passa a valorizar cada vez mais produtos fabricados com energia limpa.
Empresas globais têm buscado países capazes de oferecer eletricidade renovável em grande escala para instalar fábricas, centros de dados (data centers), projetos de inteligência artificial, produção de hidrogênio verde, combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e outras indústrias intensivas em consumo de energia.
O relatório mostra que o crescimento da eletricidade deixou de depender do aumento do consumo de combustíveis fósseis. Em 2025, a geração de energia de baixo carbono cresceu mais do que a própria demanda mundial por eletricidade, encerrando um ciclo histórico de expansão baseada em carvão, petróleo e gás.
Para países como o Brasil, isso representa uma oportunidade estratégica.
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Siga o Times | CNBCAlém de ampliar investimentos em geração renovável, o país pode atrair empresas interessadas em reduzir emissões de carbono, cumprir metas ambientais e diminuir a exposição às oscilações dos preços internacionais dos combustíveis fósseis.
A energia solar foi a grande protagonista dessa mudança.
Em apenas um ano, a geração solar mundial cresceu 30%, o maior avanço dos últimos oito anos, alcançando 2.778 terawatts-hora (TWh). Hoje, a produção global de energia solar já equivale a todo o consumo anual de eletricidade da União Europeia.
O relatório também destaca que a combinação entre painéis solares e sistemas de armazenamento por baterias começa a resolver um dos principais desafios da fonte: fornecer energia mesmo quando não há sol. Os custos das baterias caíram 45% em 2025, acelerando a adoção dessa tecnologia.
Para a Ember, o mundo entrou definitivamente em uma nova fase da transição energética.
Em vez de acompanhar o crescimento da demanda com mais usinas movidas a combustíveis fósseis, países estão expandindo rapidamente fontes renováveis, reduzindo emissões e fortalecendo sua segurança energética.
Nesse cenário, o Brasil reúne características que poucos mercados possuem: abundância de recursos naturais, uma matriz elétrica majoritariamente renovável e potencial para ampliar a oferta de energia limpa. Se conseguir acelerar investimentos em infraestrutura, transmissão e armazenamento, o país pode transformar essa vantagem energética em um importante diferencial para atrair capital, indústria e tecnologia nos próximos anos.
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