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Entidades do setor de combustíveis veem risco de desabastecimento e explicam alta do diesel

Publicado 20/03/2026 • 22:19 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • Associações apontam impacto da guerra no Oriente Médio sobre preços e volatilidade do petróleo.
  • Medidas do governo ajudam, mas não garantem repasse integral ao consumidor final.
  • Setor cobra ações rápidas para evitar risco de desabastecimento no país.
Entidades que representam o setor de combustíveis divulgaram uma nota conjunta em que afirmam acompanhar com atenção os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo e destacam os impactos dessa volatilidade na formação dos preços no Brasil, especialmente do diesel.

Edilson Rodrigues / Agência Senado

Entidades que representam o setor de combustíveis divulgaram uma nota conjunta em que afirmam acompanhar com atenção os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo e destacam os impactos dessa volatilidade na formação dos preços no Brasil, especialmente do diesel. “Em um cenário de elevada volatilidade externa, consideramos importante esclarecer os elementos que influenciam a formação do preço do combustível no Brasil”, afirmam as entidades.

No documento, Abicom, BrasilCom, Fecombustíveis, Refina Brasil, Sincopreto e Sindicom ressaltam que, embora as medidas anunciadas pelo governo federal possam ajudar a reduzir custos, o efeito sobre o preço final ao consumidor não é automático. “Seus efeitos no preço final dependem da estrutura de formação do preço e das condições de suprimento e tributação ao longo de toda a cadeia”, afirma o documento.

As entidades citam que o pacote do governo inclui a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de uma subvenção de R$ 0,32 por litro, cuja vigência ainda não começou. “Esses instrumentos têm relevância para minimizar pressões de custo”, dizem, ponderando que o impacto final varia conforme diferentes fatores.

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Um dos pontos destacados é a composição do combustível vendido nos postos. O diesel B, comercializado ao consumidor, é formado por 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o que limita o repasse integral das medidas. “Medidas incidentes sobre o diesel A não se transferem de forma automática ao produto final”, afirmam.

Além disso, as entidades lembram que a Petrobras elevou o preço do diesel A em R$ 0,38 por litro, o que representa cerca de R$ 0,32 por litro no diesel B. “Esse movimento se soma a outros componentes de custo observados no mercado”, afirma o documento.

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Segundo a nota, nos leilões da estatal, o diesel tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2,00 por litro, acima do preço de referência. “Os estoques são avaliados com base em preços correntes de mercado, o que pode influenciar os custos de reposição”, dizem as entidades.

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As associações também destacam o papel de refinarias privadas e importadores, que seguem as referências internacionais. “As oscilações no valor do petróleo tendem a se refletir em toda a cadeia, ainda que de forma não uniforme”, afirma o documento.

Diante desse cenário, as entidades defendem medidas urgentes. “Faz-se necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, para evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, afirmam.

Por fim, as associações dizem estar abertas ao diálogo. “Permanecemos à disposição para contribuir, de forma institucional e técnica, com o diálogo junto às autoridades e à sociedade”, conclui o documento.

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