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EUA tentaram limitar investimentos do Brasil em minerais críticos, afirma Márcio Elias
Publicado 16/07/2026 • 20:41 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 20:41 | Atualizado há 3 meses
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O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (16) que os Estados Unidos solicitaram ao Brasil que limitasse investimentos em projetos ligados à exploração de minerais críticos durante as negociações para evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo o secretário, a proposta americana previa a adoção de medidas para restringir investimentos de atores considerados “não orientados pelo mercado” e de entidades estrangeiras no setor mineral brasileiro. Ele afirmou que o governo rejeitou a demanda e não pretende aceitá-la.
Márcio Elias destacou que, apesar da confirmação da tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o Brasil continuará buscando uma solução negociada com Washington. Segundo ele, o governo mantém compromisso com o diálogo e com o sistema multilateral de comércio.
O secretário afirmou que Brasília está disposta a firmar um acordo que seja equilibrado e traga benefícios para ambos os países, mas ressaltou que isso não significa aceitar medidas que classificou como injustificadas ou unilaterais.
Sobre uma possível resposta brasileira, Márcio Elias disse que a Lei da Reciprocidade Econômica oferece instrumentos para reagir a medidas comerciais adotadas por outros países, mas afirmou que qualquer decisão deverá ser tomada com cautela e na intensidade adequada.
Ele também afirmou que o governo ainda aguarda esclarecimentos sobre a estrutura das tarifas anunciadas pelos EUA, incluindo a possibilidade de uma taxa adicional de 12,5% sobre determinados produtos brasileiros.
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Siga o Times | CNBCDurante a coletiva, o secretário argumentou que os Estados Unidos criticam negociações comerciais conduzidas pelo Brasil com países como Índia e México, embora Washington também mantenha acordos com essas economias.
Márcio Elias classificou o tarifaço como uma medida de grande impacto para os setores produtivos brasileiros e defendeu a continuidade das negociações para reduzir os prejuízos às empresas exportadoras.
O secretário também criticou a utilização da disputa comercial para fins políticos no Brasil. Segundo ele, quem tenta transformar o episódio em instrumento eleitoral age contra os interesses do país.
Na avaliação de Márcio Elias, a origem das tarifas está ligada a uma tentativa de interferência política dos Estados Unidos em questões internas brasileiras, e celebrar ou incentivar essas medidas representa, segundo ele, um desrespeito aos setores econômicos afetados e à população brasileira.
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