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Ex-CFO do Itaú é condenado a pagar R$ 2,8 milhões ao banco por conflito de interesses
Publicado 20/08/2026 • 07:05 | Atualizado há 4 minutos
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Publicado 20/08/2026 • 07:05 | Atualizado há 4 minutos
KEY POINTS
O ex-diretor financeiro do Itaú Unibanco Alexsandro Broedel Lopes foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 2,83 milhões ao banco por irregularidades relacionadas à contratação de serviços de consultoria. A decisão foi tomada em no iníciou de agosto, mas tornou-se pública apenas nesta semana.
Broedel ocupou o cargo de diretor financeiro do Itaú entre 2021 e meados de 2024. Segundo a decisão, ele teria deixado de comunicar uma relação financeira que mantinha com uma das empresas contratadas pelo banco.
De acordo com o processo, o Itaú contratou, entre 2019 e 2024, serviços da Care Consultoria, empresa controlada por um sócio de Broedel em outra companhia, a Broedel Consultores Associados, da qual o executivo também era acionista.
Os contratos somaram R$ 13,3 milhões no período. A instituição financeira afirma que Broedel recebeu pelo menos R$ 4,9 milhões em decorrência do acordo firmado com o sócio.
Leia também: Itaú avança em processo para criar banco nos Estados Unidos
A Justiça não encontrou evidências de que o Itaú tivesse conhecimento de um entendimento informal que permitia ao ex-executivo receber parte dos valores pagos pela instituição à consultoria.

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Siga o Times | CNBCO caso veio à tona após uma investigação interna conduzida pelo Itaú. No fim de 2024, o banco acusou Broedel de ter agido de maneira irregular na relação com a empresa.
A condenação estabelece o pagamento de R$ 2,83 milhões ao banco. A decisão analisou a existência de conflito de interesses e a conduta do executivo em relação às contratações.
Leia também: Itaú conclui transferência de banco de varejo na Colômbia e foca no segmento corporativo
Broedel contestou as acusações e comunicou, por meio de sua assessoria, que pretende recorrer da decisão. Segundo ele, o Itaú tinha conhecimento de sua relação com o sócio e deverá apresentar documentos que, em sua avaliação, comprovam que essa condição havia sido comunicada ao banco.
A defesa também afirmou que a instituição teria adotado medidas para prejudicar sua reputação depois que ele deixou o Itaú para assumir uma posição no Santander, na Espanha. A instituição espanhola chegou a considerar a nomeação do executivo para uma posição de liderança na área contábil, mas desistiu posteriormente.
O profissional afirma que sua atuação no Itaú sempre foi ética e transparente. O executivo diz que continuará recorrendo à Justiça para contestar as acusações.
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