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EXCLUSIVO CNBC: Pressão sobre renda muda consumo em restaurantes, diz CEO da Dairy Queen em evento anual da Berkshire Hathaway

Publicado 04/05/2026 • 21:46 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Troy Bader afirmou à CNBC que o consumidor americano está dividido entre clientes de maior renda, que buscam novidades, e famílias de menor renda, mais sensíveis a preço.
  • CEO da Dairy Queen disse que franqueados também estão pressionados por custos mais altos e margens mais estreitas.
  • Rede aposta em combos de valor, novos sabores e opções flexíveis diante de mudanças no consumo, inclusive com o avanço dos medicamentos GLP-1.

O consumidor americano de menor renda está mais pressionado pela inflação persistente e pelos juros ainda elevados, o que tem mudado o padrão de consumo em restaurantes nos Estados Unidos. É o que afirmou Troy Bader, CEO da Dairy Queen, uma das maiores redes de restaurantes, fast-food e sorveterias do país.

A declaração foi feita em entrevista exclusiva à CNBC antes da reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway. O encontro foi o primeiro desde que Greg Abel assumiu o comando do conglomerado e Warren Buffett passou a atuar como conselheiro. A Dairy Queen pertence à Berkshire desde 1998.

Segundo Bader, o ambiente de consumo nos Estados Unidos está dividido em duas camadas. Consumidores de maior renda, beneficiados pelo bom desempenho do mercado financeiro e de suas contas de aposentadoria, seguem em busca de novas experiências, sabores e produtos. Já famílias de menor renda estão mais sensíveis a preço e tentando administrar orçamentos apertados.

“Se você está em um grupo demográfico de menor renda, quando pensa sobre inflação persistente e taxas de juros que ainda estão relativamente altas, esses consumidores estão pressionados”, disse Bader.

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O CEO afirmou que esses clientes continuam querendo comer fora, mas o aumento do valor pago a cada visita a restaurantes reduziu a frequência.

“Eles estão tentando administrar orçamentos familiares apertados. Então, o que está se tornando mais importante é valor”, afirmou.

Bader disse que a Dairy Queen tenta atender os dois lados do consumo. De um lado, a rede busca lançar produtos premium, novos sabores e itens capazes de se destacar no mercado. De outro, mantém ofertas de valor para consumidores mais atentos ao preço.

“Queremos ter ótimos produtos premium, novos sabores, coisas novas que sejam interessantes. Também queremos ter ótimo valor todos os dias para aqueles que estão procurando por isso”, disse.

Franqueados também sentem pressão

A pressão não se limita aos consumidores. Segundo Bader, os franqueados da Dairy Queen também enfrentam aumento de custos e margens mais estreitas, o que torna mais difícil ampliar ofertas de valor sem afetar a rentabilidade.

“Os franqueados também estão estressados. Seus custos estão aumentando o tempo todo, suas margens estão ficando mais estreitas”, afirmou.

O executivo disse que a companhia precisa mostrar aos operadores que ofertas mais competitivas podem atrair mais transações e compensar margens menores por venda.

“Você pode fornecer um valor realmente bom todos os dias aos consumidores e ainda aumentar sua lucratividade trazendo mais transações. Mas esse é um processo educacional”, disse.

Nos Estados Unidos, uma das principais apostas da Dairy Queen é o combo de US$ 7. A oferta inclui uma refeição completa, com hambúrguer ou tiras de frango, bebida, acompanhamento e sobremesa.

Segundo Bader, o combo existe há cerca de 15 anos e continua tendo forte resposta dos consumidores porque entrega porções completas, sem redução de tamanho.

“Os consumidores sabem o que estão pagando. Eles não recebem porções reduzidas. Recebem porções completas e uma refeição inteira”, afirmou.

Além das ofertas de valor, a Dairy Queen também aposta em inovação no cardápio para atrair consumidores em busca de novidades. Bader citou lançamentos como Strawberry Angel Food Cake Blizzard, Frosted Choco Donut Blizzard, Fruity Pebble Shake e Cinnamon Toast Crunch dipped cone.

No mercado internacional, o executivo mencionou produtos como chocolate de Dubai em Taiwan e um Blizzard de pistache na China. Segundo ele, esse tipo de inovação ajuda a rede a manter relevância em diferentes mercados.

“Esse é o tipo de inovação que precisamos continuar trazendo”, afirmou.

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Impacto das canetas emagrecedoras

Questionado sobre o impacto dos medicamentos GLP-1, usados para perda de peso, Bader disse que a empresa acompanha a tendência, mas ainda não vê um efeito simples de medir sobre a demanda.

Segundo ele, a resposta da rede está em oferecer flexibilidade no cardápio, com itens à la carte, combinações menores e opções para consumidores que preferem comer porções menores ao longo do dia.

“Definitivamente há uma tendência da qual precisamos estar atentos, mas é por isso que temos menus”, disse.

O CEO afirmou que a Dairy Queen ainda vê espaço tanto para refeições completas quanto para snacks e produtos de indulgência.

“Estamos vendo mais pessoas fazendo lanches menores ao longo do dia, e queremos ter certeza de que também estaremos lá para elas”, afirmou.

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