Exclusivo: Marie Diron, head global de risco da Moody’s, elogia a economia brasileira em evento do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, em Londres, mas alerta para risco fiscal
Publicado
28/11/2025 • 08:09
| Atualizado há 7 meses
A Moody’s Ratings projeta crescimento moderado do PIB do Brasil em 2% para este ano, mas a head global de risco, Marie Diron, destaca que o país tem grande potencial a ser alcançado.
Diron afirmou que a alta taxa de juros reflete a incerteza sobre a direção fiscal e a rigidez nos gastos obrigatórios, o que limita a margem de manobra do governo.
A executiva defendeu que o Brasil precisa melhorar sua estrutura fiscal e diminuir o custo da dívida para reduzir os juros e estimular mais investimentos e consumo.
O Brasil tem grande potencial de crescimento e competitividade, mas precisa com urgência estabelecer uma política fiscal confiável para atrair os investimentos necessários e estimular o consumo. A afirmação é da chefe global de risco da Moody’s Ratings, Marie Diron, durante o Summit Internacional – evento que fez parte das celebrações do primeiro aniversário do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, realizado nesta quarta-feira (26), em Londres, e que teve a parceria do Financial Times.
Em sua análise, ela destacou que a economia brasileira mostrou uma recuperação significativa nos últimos tempos.”O Brasil está em uma trajetória mais forte se comparado com a década passada. A expectativa de crescimento do PIB em torno de 2% é positiva, considerando o contexto pós-pandemia, em que o crescimento foi praticamente zero”, afirmou.
Segundo a executiva, apesar de um crescimento moderado do PIB, o Brasil ainda tem ótimas perspectivas, mas destaca que poderia alcançar seus objetivos com melhor aproveitamento dos recursos e uma regulamentação fiscal mais confiável.
“Há uma sensação de otimismo, e o país ainda possui grande potencial de crescimento. Se conseguirmos mobilizar melhor os recursos naturais e estabelecer uma política fiscal mais crível, podemos acelerar ainda mais esse crescimento”, disse.
Diron também apontou que a alta taxa de juros reflete incerteza sobre a direção fiscal e enfatizou a necessidade de maior flexibilidade nos gastos públicos.
A head global de riscos da Moody´s também abordou os desafios fiscais do Brasil, mencionando que o governo tem cumprido suas metas, mas ainda há dúvidas sobre a consistência da política fiscal do país.
A economista ressaltou que a rigidez nos gastos obrigatórios é uma das principais limitações para que o governo consiga implementar mudanças significativas. Para ela, a margem de manobra fiscal do Brasil ainda é muito apertada e é essencial que o país busque maior flexibilidade nos gastos públicos.
“O Brasil tem um grande potencial de crescimento, mas precisa melhorar sua estrutura fiscal e diminuir o custo da dívida. Isso ajudaria a reduzir as taxas de juros, o que estimularia mais investimentos e, com isso, mais empregos e crescimento no consumo”, afirmou.
Embora o Brasil mostre sinais de recuperação econômica, a análise de Diron sugere que, para alcançar um crescimento mais robusto e sustentável, o país precisa, além de aprimorar sua política fiscal, buscar um maior equilíbrio nas finanças públicas. “A credibilidade fiscal é fundamental para que o Brasil aproveite melhor seu potencial e se torne mais competitivo no cenário global”, concluiu a especialista.
Na televisão
O programa especial sobre o Summit Internacional em Londres será exibido neste sábado (29), às 22h30 no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, com reapresentação no domingo, às 22 horas.
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