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Expert XP 2026: BC busca equilíbrio entre controle da inflação e atividade econômica, diz Galípolo
Publicado 24/07/2026 • 15:42 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/07/2026 • 15:42 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (24), durante a Expert XP 2026, que o Copom trabalha com diferentes cenários para conduzir a política monetária e encontrar a trajetória capaz de aproximar a inflação da meta de 3%, com o menor impacto possível sobre a economia.
Em conversa com Caio Megale, economista-chefe da XP, Galípolo explicou que a autarquia avalia diferentes “planos de voo”, que incluem possibilidades de pausa e retomada no ciclo de juros.
Segundo Megale, o BC busca entender como a manutenção dos juros elevados influencia as expectativas de inflação. “A sensação que tenho é a de que, em alguns momentos dessa pausa, estamos tentando esperar para ver como isso vai influenciar as expectativas. Essa pausa para observar pode ser algo a se considerar para o segundo semestre – esse ‘plano de voo’ do Banco Central – e como devemos ler esse movimento”, completou.
Galípolo destacou que as expectativas de inflação seguem entre as principais variáveis monitoradas pelo Banco Central. Ele citou as pesquisas Firmus e Focus como instrumentos para acompanhar diferentes percepções da economia e reforçou que as decisões da autoridade monetária não são baseadas apenas no mercado financeiro.
De acordo com o presidente do BC, esses dados não confirmam a percepção de que instituições financeiras elevariam projeções para influenciar a política monetária. Segundo ele, as expectativas coletadas pela Firmus, que reúne empresas não financeiras, têm ficado em grande parte das medições iguais ou superiores às da Focus.
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Siga o Times | CNBCAo comentar os juros elevados, Galípolo afirmou que a ideia de que a alta da Selic beneficia todo o mercado financeiro não se sustenta. Segundo ele, a taxa funciona como desconto na precificação dos ativos e também afeta o custo de captação das instituições financeiras.
No cenário internacional, o presidente do BC apontou a inteligência artificial como um dos principais temas em discussão. Ele destacou o debate entre os possíveis efeitos inflacionários da tecnologia e os ganhos de produtividade que podem aliviar pressões sobre preços. Também avaliou que o Brasil está em posição favorável no mercado de energia por ser exportador líquido de petróleo.
Sobre crédito, Galípolo afirmou que o aumento do endividamento das famílias, especialmente em modalidades sem garantia como cartão de crédito e rotativo, é um desafio estrutural da economia brasileira. Segundo ele, o processo de modernização desse mercado deve ocorrer de forma gradual, preservando a estabilidade financeira.
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