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Fachin aciona PF após STF identificar ameaças contra Flávio Dino nas redes sociais

Publicado 09/10/2026 • 21:47 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • STF enviou à Polícia Federal uma avaliação técnica sobre ameaças identificadas contra Flávio Dino nas redes sociais.
  • Dino afirmou ter recebido “milhares” de ameaças de assassinato e agressões e disse que elas não mudarão sua atuação no Supremo.
  • Relatório citado pelo ministro reúne publicações com referências a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento de integrantes da Corte.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acionou a Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (9) após uma avaliação da área de segurança da Corte identificar ameaças contra o ministro Flávio Dino nas redes sociais. 

Segundo informações da assessoria de imprensa do STF, Fachin adotou as providências por meio da Secretaria de Polícia Judicial do tribunal e encaminhou à PF a avaliação técnica de segurança para conhecimento e eventual adoção das medidas cabíveis.

“Diante dos fatos noticiados pelo ministro Flávio Dino, informo que o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, adotou as providências cabíveis, por meio da Secretaria de Polícia Judicial do Tribunal”, informou a Corte.

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O Supremo acrescentou que “permanece atento à segurança de seus ministros e em articulação com os órgãos competentes”.

Dino relata “milhares” de ameaças

A medida foi tomada após Dino tornar pública a existência de um relatório produzido pela área de segurança do STF com mensagens consideradas ameaçadoras contra integrantes do tribunal.

O ministro afirmou ter sido alvo de “milhares” de ameaças de assassinato e agressões nas redes sociais e disse que o conteúdo não mudará sua atuação profissional.

“Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu Dino.

Segundo ele, o problema ultrapassa os ataques dirigidos a um magistrado específico. Dino afirmou que, quando um juiz passa a temer tomar decisões em razão de ameaças ou perseguições, ficam comprometidas as próprias condições para o funcionamento do Poder Judiciário.

O ministro também relacionou as mensagens violentas à disseminação de informações falsas.

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“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, afirmou.

Relatório aponta ameaças de fuzilamento e explosão

Entre as mensagens identificadas estão referências a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento de integrantes do Supremo. Parte das publicações foi feita depois do primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). 

Uma das manifestações citadas aponta Dino como o primeiro ministro a ser fuzilado. Outra defende uma invasão ao STF e contém ameaças contra Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

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O levantamento aponta ainda que a rede social X concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis contra o tribunal.

TSE também acionou PF por ataques

O episódio ocorre um dia depois do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informar que também acionou a Polícia Federal diante do crescimento de ataques contra servidores da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, cerca de 30 mil manifestações foram identificadas nas redes até o início da tarde de quinta-feira (8), envolvendo desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discurso de ódio e ameaças, inclusive contra familiares de servidores. A Corte também acionou o Ministério Público e comunicou as plataformas X e Meta. 

O tribunal informou ainda que servidores e familiares passaram a contar com reforço de segurança e apoio psicológico.

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