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Fachin destaca que avanço da IA no Judiciário exige responsabilidade e supervisão
Publicado 15/06/2026 • 18:57 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 15/06/2026 • 18:57 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta segunda-feira, 15, que a evolução da inteligência artificial deve ser acompanhada por princípios jurídicos capazes de garantir a proteção dos direitos fundamentais e da dignidade humana.
Durante a abertura da 10ª Jornada de Direito Civil, realizada pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília, o ministro destacou que ferramentas baseadas em algoritmos já influenciam decisões relevantes da vida cotidiana, desde concessões de crédito e processos de contratação até a circulação de informações e a construção da reputação de indivíduos. Nesse cenário, afirmou, cabe ao Direito assegurar que a inovação tecnológica permaneça alinhada aos valores humanos.
Para Fachin, o debate não deve se limitar às capacidades técnicas das máquinas, mas às responsabilidades da sociedade na definição de seus limites. Segundo ele, a tecnologia deve atuar como instrumento de apoio, sem substituir o julgamento humano em questões que envolvam aspectos éticos, morais e jurídicos.
O ministro avaliou que os principais desafios surgem da forma como essas ferramentas são implementadas, especialmente diante de riscos relacionados à concentração de poder, à falta de transparência nos sistemas automatizados e à ampliação de desigualdades. Nesse contexto, citou recentes reflexões do papa Leão XIV sobre os impactos sociais da inteligência artificial, apontando que o tema contribui para o debate sobre inclusão, dependência tecnológica e justiça social.
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Siga o Times | CNBCApesar das preocupações, Fachin ressaltou que o avanço tecnológico não deve ser encarado com resistência. Na avaliação do presidente do STF, o papel do Direito é criar parâmetros para orientar o uso responsável das novas tecnologias, e não impedir seu desenvolvimento.
Entre os temas que devem ganhar relevância nos próximos anos, o ministro mencionou a responsabilização por decisões automatizadas, a prevenção de discriminações geradas por algoritmos, a transparência dos sistemas de IA e a garantia de revisão humana em processos conduzidos por ferramentas inteligentes.
As declarações ocorrem enquanto o STF analisa recursos apresentados por empresas de tecnologia contra a decisão que ampliou a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários. O julgamento será retomado nesta semana sob relatoria do ministro Luiz Fux, com expectativa de conclusão da redação final da tese após a análise dos recursos.
Embora parte dos pedidos de esclarecimento tenha sido acolhida, a Corte manteve o entendimento de que as plataformas digitais devem seguir mecanismos mais amplos de regulação e responsabilidade sobre conteúdos, estabelecendo ainda um prazo de adaptação de 60 dias após o encerramento do julgamento.
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