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Febraban Tech: IA mais que dobrou performance tecnológica da Grafeno desde março, diz CEO do Grupo Vórtx Ana Luiza Fernandes

Publicado 26/08/2026 • 21:49 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ana Luiza Fernandes afirma que o sistema financeiro entrou em uma segunda onda de transformação digital, agora marcada por agentes de IA.
  • Executiva diz que governança, segurança e organização dos dados são condições para escalar o uso da tecnologia no mercado financeiro.
  • Grafeno já aplica IA em processos operacionais, regulatórios, análises técnicas e codificação.

A ampliação do uso de inteligência artificial mais que dobrou a performance tecnológica da Grafeno desde março, segundo Ana Luiza Fernandes, CEO da fintech do Grupo Vórtx. A executiva afirmou que a tecnologia já deixou a fase experimental e começou a produzir ganhos concretos nas operações do mercado financeiro.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech, Fernandes disse que a companhia acelerou neste ano o consumo de ferramentas de IA em processos internos.

“O nosso nível de performance em tecnologia mais que duplicou neste ano, a partir de março, que foi quando a gente começou realmente uma escalada no consumo das ferramentas disponíveis. E veio para ficar”, afirmou.

A Grafeno atua com serviços financeiros e integra o ecossistema de infraestrutura do mercado de capitais do Grupo Vórtx.

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IA entra em segunda onda de transformação digital

Para Fernandes, o mercado financeiro está entrando em uma nova etapa de digitalização.

“Eu acho que a gente está entrando numa segunda onda de transformação digital no mercado financeiro, no mercado de crédito como um todo”, afirmou.

Na primeira etapa, segundo a executiva, os bancos migraram serviços para celulares e canais digitais. Agora, a expectativa é que agentes de inteligência artificial passem a executar tarefas e interagir diretamente com os sistemas.

“Se antes a gente tinha o banco chegando através dos celulares, hoje a gente já enxerga a expectativa de que os agentes efetivamente comecem a operar o sistema, trazendo uma melhor experiência para o usuário”, disse.

Segurança limita velocidade da adoção

A CEO da Grafeno afirmou que o principal desafio não é simplesmente adotar IA, mas conseguir ampliar seu uso sem comprometer a segurança das operações.

“A grande preocupação que a gente tem é como torna isso escalável. Como essa inteligência artificial se torna escalável com segurança”, afirmou.

Segundo Fernandes, o mercado financeiro exige estruturas de governança capazes de acompanhar o avanço da tecnologia.

“É muito importante que a gente tenha uma governança muito sólida, porque a IA, para o bem ou para o mal, escalável pode trazer também preocupações para a operação”, disse.

Dados e computação em nuvem também estarão diretamente ligados à expansão da inteligência artificial, segundo ela.

“Dados e cloud vão andar lado a lado com a IA”, afirmou.

Agentes começam a entrar no backoffice

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Fernandes disse que a chamada IA agêntica já pode ser utilizada em diferentes etapas das operações financeiras.

“A gente consegue usar em várias etapas. A gente tem processos regulatórios que são muito relevantes dentro das nossas esteiras internas e operacionais”, afirmou.

Segundo ela, a tecnologia aumenta a velocidade de processamento de dados e de análises técnicas.

“A IA traz uma autonomia e uma agilidade muito forte de processamento de dados, de análises técnicas que são feitas. Então isso vem transformando a forma como a gente se relaciona”, disse.

A executiva afirmou ainda que a aplicação da tecnologia pode multiplicar a capacidade de execução dos profissionais em determinadas atividades.

“O quanto a gente consegue escalar cada atividade dos colaboradores de uma para dez vezes perante a sua performance tradicional”, afirmou.

Conhecimento técnico continua necessário

Apesar dos ganhos de produtividade, Fernandes ressaltou que o conhecimento do negócio continua sendo necessário antes da automação.

“O conhecimento técnico é a regra de negócio, é o que precede toda a implantação ou toda a automação que a gente vê pela frente”, disse.

Para a executiva, a inteligência artificial deve ser incorporada ao trabalho das equipes, e não tratada apenas como uma ferramenta isolada.

“Eu acho que a IA veio para ficar. A gente não tem que trazer esse viés de preocupação, mas sim como a gente torna processos mais eficientes e eficazes”, afirmou.

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Mercado de capitais também deve ampliar uso

Fernandes também vê espaço para a tecnologia acompanhar o crescimento do mercado de capitais como alternativa de financiamento.

Segundo ela, o setor vem ganhando relevância entre investidores institucionais e pulverizados e aumentando sua participação como fonte de captação e funding.

A próxima etapa, segundo a CEO, será levar os ganhos obtidos internamente para a experiência do consumidor.

“A gente não só vai trazer a eficiência para dentro de casa, mas também como a gente transpõe para o nosso cliente final”, afirmou.

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