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Brinquedos ‘apertáveis’ viram febre e movimentam US$ 297 milhões nos EUA

Publicado 26/08/2026 • 22:30 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Vendas de brinquedos “squishy” nos EUA quadruplicaram em um ano, chegando a cerca de US$ 297 milhões entre janeiro e junho.
  • As redes sociais tiveram papel fundamental para impulsionar a febre dos brinquedos “squishy”.
  • A tendência dos brinquedos “squishy” também está chegando aos mercados do Sudeste Asiático.

Bolinhos, cubos de gelo e ursinhos de goma – em versões que podem ser apertadas, claro – estão entre os brinquedos mais populares de 2026.

Os brinquedos “squishy” existem há anos, mas produtos como o NeeDoh, fabricado pela Schylling, empresa de Massachusetts, explodiram em popularidade neste ano, ajudados pelos preços relativamente baixos e pelo apelo nas redes sociais.

As vendas de brinquedos “squishy” nos Estados Unidos chegaram a cerca de US$ 297 milhões (R$ 1,53 bilhão) até junho, quadruplicando em relação ao ano anterior, disse à CNBC Kristen McLean, vice-presidente de insights de clientes e líder do Entertainment Knowledge Group da empresa de pesquisa de mercado Circana.

As vendas em unidades saltaram quase 200%, para 58,6 milhões, no mesmo período, segundo McLean.

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“Embora o preço e as lojas onde são vendidos os tornem amplamente disponíveis e acessíveis do ponto de vista financeiro, a febre do NeeDoh, em particular, começou nas redes sociais”, disse McLean.

A combinação de “cores divertidas, embalagens interessantes, alívio do estresse e brincadeira” ajudou a criar a base viral para uma adoção mais ampla, afirmou. “Eles realmente conseguiram capturar um momento do espírito do tempo.”

O TikTok Shop cresceu e passou a representar 1% do total das vendas no varejo e 3% das vendas do comércio eletrônico em apenas dois anos, segundo dados do Social Commerce Tracking da Circana, com brinquedos, hobbies e itens colecionáveis aparecendo como a terceira maior categoria da plataforma.

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Os preços relativamente baixos também podem facilitar a transformação da atenção conquistada na internet em compras.

“Os brinquedos ‘squishy’ são amplamente acessíveis e relativamente baratos, o que os torna uma compra por impulso fácil depois que os consumidores os veem em alta nas redes sociais”, disse Loo Wee Teck, gerente global de insights para brinquedos e jogos da empresa de inteligência de mercado Euromonitor International.

“Em um cenário de incerteza econômica, aumento do estresse e fadiga digital, os consumidores estão cada vez mais atraídos por produtos que oferecem momentos simples de conforto e relaxamento”, afirmou Loo.

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Mudança ‘dramática’

Kevin Kwok, diretor da Kids Village Asia, distribuidora exclusiva do NeeDoh, da Schylling, em Singapura, Malásia e Brunei, disse à CNBC que as consultas comerciais recebidas e o interesse de varejistas aumentaram quase 20 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

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“A mudança na demanda foi dramática”, disse Kwok.

Ele afirmou que a disparada começou por volta de janeiro, impulsionada principalmente pelas redes sociais, incluindo celebridades que exibiam o NeeDoh em suas plataformas.

“O que torna o atual boom diferente é que os brinquedos ‘squishy’ estão sendo cada vez mais valorizados por seus benefícios sensoriais e emocionais, e não apenas como itens de novidade”, acrescentou Loo.

A NeeDoh não respondeu a um pedido de comentário da CNBC.

Dados do Checkout Toys Recipient, da Circana, referentes aos três meses encerrados em junho mostraram que 60% dos compradores de NeeDoh eram pais comprando para os filhos, enquanto 18,2% disseram ter comprado os brinquedos para si mesmos.

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Crianças de 7 a 12 anos formaram o maior grupo de destinatários entre ambos os gêneros, e 72% de todos os destinatários eram do sexo feminino.

Depois de uma disparada tão expressiva das vendas em tão pouco tempo, a questão é saber por quanto tempo a febre dos “squishies” poderá continuar.

“O entusiasmo atual vai diminuir com o tempo, como aconteceu com os fidget spinners, mas o apelo mais amplo das brincadeiras sensoriais e táteis vai persistir”, disse Loo, da Euromonitor. “À medida que os consumidores buscam cada vez mais maneiras simples de relaxar e se desconectar da sobrecarga digital, brinquedos que favorecem uma brincadeira mais consciente continuarão relevantes.”

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