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DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas com apoio de eleitores insatisfeitos com governo Lula, diz CEO do Real Time Big Data
Publicado 23/10/2026 • 09:51 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/10/2026 • 09:51 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas presidenciais está relacionado à combinação entre a manutenção de uma base eleitoral já definida e a aproximação de brasileiros que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. A avaliação é do cientista político Bruno Soller, CEO do instituto Real Time Big Data.
A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (23) pelo instituto mostra o senador com 52% dos votos válidos em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 48%. Apesar da diferença numérica, os dois aparecem em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Na análise de Soller, o desempenho de Flávio não pode ser explicado apenas pelo apoio de eleitores tradicionalmente alinhados ao bolsonarismo. O movimento também envolve uma parcela do eleitorado insatisfeita com a atual administração federal, mas que não necessariamente mantém identificação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O aumento de Flávio nas pesquisas precisa ser compreendido a partir dessas duas forças: a consolidação dos eleitores que já fizeram sua escolha e a movimentação daqueles que votaram em outras candidaturas, que tem um perfil mudancista”, afirmou Bruno em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo o cientista político, a rejeição ao governo Lula pode favorecer o crescimento da candidatura de Flávio, mesmo entre pessoas que apresentam resistência ao senador e ao grupo político ligado ao ex-presidente.
Essa parcela do eleitorado, conforme a avaliação, pode considerar uma alternativa à continuidade do atual governo sem necessariamente aderir às posições políticas do bolsonarismo. O comportamento desses votantes é considerado um dos fatores relevantes para compreender as mudanças nas intenções de voto, especialmente entre aqueles que apoiaram candidaturas diferentes no primeiro turno.
Na avaliação de Soller, uma eventual recuperação de Lula depende da capacidade de conquistar eleitores fora de sua base tradicional e de reduzir a resistência à continuidade de seu governo. O analista ressalta que a mobilização de pessoas já favoráveis ao presidente não seria suficiente, por si só, para alterar o cenário eleitoral.
A campanha precisaria também alcançar brasileiros insatisfeitos com a administração federal. “É necessário observar se eleitores insatisfeitos com o governo, mas resistentes ao bolsonarismo, podem reconsiderar suas escolhas”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto destacado é a abstenção registrada no primeiro turno. Para o cientista político, as campanhas podem superestimar sua capacidade de mobilização ao considerar que todos os seus apoiadores comparecerão às urnas na votação seguinte.
Nesse contexto, Soller também comentou a atuação do deputado federal André Janones (PT-MG), que participa dos esforços de campanha em favor de Lula. Embora considere possível recuperar o entusiasmo de parte dos eleitores do presidente, o analista aponta dificuldades para convencer pessoas que ainda não demonstram disposição de votar no petista.
A análise do instituto indica que a disputa deve ser marcada, principalmente, pela consolidação das escolhas já feitas e pela redistribuição dos votos destinados a outros candidatos na primeira etapa da eleição.
De acordo com Soller, cerca de 9 milhões de brasileiros que optaram por outras candidaturas no primeiro turno representam um grupo importante para a definição do cenário eleitoral. Sua avaliação é de que Flávio pode receber uma parcela maior desses votos do que Lula.
O cientista político também chama atenção para a abstenção, que pode aumentar em relação ao primeiro turno, especialmente em razão da desmobilização de eleitores em 21 estados que não terão eleições para governador no segundo turno.
Além disso, a rejeição aos dois candidatos aparece como um componente que pode interferir tanto na transferência de votos quanto na decisão de comparecer às urnas.
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