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Flávio Bolsonaro teria ficado “em pânico” enquanto deixava o Brasil, diz jornal argentino

Publicado 01/11/2026 • 16:50 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Pessoas envolvidas na operação relataram ao Clarín que Flávio Bolsonaro estava muito agitado e preocupado durante o deslocamento.
  • O presidente Javier Milei teria acionado seu assessor Santiago Caputo e integrantes do serviço de inteligência para acompanhar a operação.
  • A ministra da Segurança argentina, Alejandra Monteoliva, teria criticado a condução da operação e precisado recorrer a outros integrantes do governo para esclarecer a entrada do senador no país.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil em meio a momentos de tensão e nervosismo. Segundo reportagem do jornal argentino Clarín, publicada neste domingo (1º), pessoas envolvidas na operação descreveram o parlamentar como “em pânico” e “muito agitado” durante o deslocamento até Miami, nos Estados Unidos.

De acordo com os relatos, Flávio estava preocupado com as dificuldades para deixar o território brasileiro e queria embarcar acompanhado da mulher e dos filhos. A saída teria exigido uma articulação envolvendo autoridades argentinas, com participação direta do presidente Javier Milei.

Saída do Brasil teria enfrentado obstáculos

Segundo o Clarín, o proprietário de uma das aeronaves inicialmente contratadas se recusou a transportar o senador até a fronteira. Também houve resistência entre os responsáveis pelo deslocamento terrestre até a província argentina de Misiones.

A situação teria ficado mais delicada após o vazamento do planejamento da viagem. “Ele estava muito, muito agitado”, relataram fontes ouvidas pelo jornal.

Milei teria participado da articulação

A reportagem afirma que Milei conversou diretamente com seu assessor Santiago Caputo, que teria se oferecido para acompanhar a operação na região da fronteira.

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O chefe do serviço de inteligência argentino (SIDE), Cristian Auguadra, também teria participado. Ele teria solicitado autorização para posicionar uma aeronave de matrícula LV-JZQ no aeroporto de Foz do Iguaçu (PR), em uma tentativa de despistar a saída do senador.

Flávio, porém, teria embarcado em outro avião: um jato Gulfstream de matrícula LV-JQW, operado pela empresa Bayres Fly.

Operação teria provocado desconforto no governo argentino

A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, teria tomado conhecimento da operação pela televisão e criticado a condução do procedimento pela equipe de Caputo.

“Esses caras não podem trabalhar assim”, teria afirmado, segundo o jornal.

Monteoliva procurou Diego Santilli, então chefe da Casa Civil argentina, que também não teria sido informado previamente. Os dois recorreram a Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência. Conforme o Clarín, os três participaram da elaboração de um comunicado para explicar a entrada de Flávio e de seus familiares no país.

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