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Flávio desiste de pedir anulação da eleição e mira supostos abusos de poder de Lula
Publicado 26/10/2026 • 18:47 | Atualizado há 15 minutos
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Lula vence eleição presidencial histórica no Brasil; Bolsonaro se recusa a reconhecer a derrota
Publicado 26/10/2026 • 18:47 | Atualizado há 15 minutos
KEY POINTS
O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de pedir a anulação da eleição presidencial que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato, segundo apurou o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
De acordo com integrantes da equipe jurídica do senador, não haverá uma ação para invalidar a votação ou colocar em dúvida a validade dos votos depositados nas urnas.
A estratégia jurídica será concentrada em acusações de suposto abuso de poder político e econômico e de uso da máquina pública durante a campanha eleitoral.
A mudança representa um recuo em relação à posição anunciada por Flávio logo após a confirmação da derrota, na noite de domingo (25). Na ocasião, o senador afirmou ser “impossível reconhecer o resultado das eleições” diante das circunstâncias em que ocorreu o segundo turno e anunciou que recorreria à Justiça. “Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse.
Em vídeo publicado nesta segunda-feira (26), o senador afirmou que pretende pedir a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob a alegação de abuso de poder político e econômico durante a disputa.
“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou Flávio.
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Siga o Times | CNBCO senador acusa o governo de ter utilizado recursos públicos para beneficiar eleitoralmente Lula e também atribui à campanha petista a disseminação de informações falsas.
Nesta segunda, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da campanha do senador, afirmou que a chance de anulação da eleição seria “praticamente nula” e pediu que apoiadores evitassem manifestações movidas pelo “calor da emoção”.
Flávio criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a continuidade da votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas após as 17h.
A campanha de Lula havia recorrido ao STF alegando problemas no transporte de eleitores. Separadamente, a campanha de Flávio também havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma extensão do horário em municípios afetados por chuvas, alagamentos e dificuldades de deslocamento.
As urnas que já haviam sido encerradas não foram reabertas.
Após a eleição, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu que a decisão tomada depois das 17h provocou dificuldades operacionais inéditas e exigiu adaptações nos sistemas de totalização. Ele afirmou, contudo, que os problemas foram contornados e defendeu a segurança do processo eleitoral.
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