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Força tarefa é criada para acompanhar investigações do Master e cobrar Lula, Banco Central e PF
Publicado 04/02/2026 • 19:11 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/02/2026 • 19:11 | Atualizado há 8 meses
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Foto: Reprodução Banco Master
Logo Banco Master.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou nesta quarta-feira (4) o plano de trabalho de um grupo de senadores que vai acompanhar as investigações sobre o caso do Banco Master. A comissão prevê sessões de depoimentos, pedidos formais de informações e acesso a documentos das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central do Brasil, inclusive materiais sob sigilo.
É dever desta comissão vasculhar o pântano do Banco Master e suas ramificações, doa a quem doer”, disse Renan.
Segundo o senador, a intenção é reconstruir como a crise se formou e mapear os desdobramentos do caso no sistema financeiro. Ele pontuou que o banco operava com captação a taxas acima do mercado e enfrentou um problema grave de liquidez antes da liquidação.
Leia também: Houve chantagem contra o BC em negociação do Banco Master com o BRB, diz Renan Calheiros
“Tudo o que se faz no sistema financeiro deixa digitais. Trata-se de um tabuleiro que negociava CDBs com remuneração irreal, muito acima do mercado e que, obviamente, mergulhou em um grave problema de liquidez. Para driblar uma insolvência certa, já esperada pelo mercado, esses trapaceiros — e peço desculpas, mas não há outro nome mais adequado — tentaram vender um banco quebrado, sem ativos ou com ativos podres, a uma instituição pública”, afirmou.
“O trambique teve seu desfecho com a liquidação do Banco Master, em novembro do ano passado. No meu modo de ver, e também na avaliação de muitas pessoas que conhecem o assunto, tratou-se de uma liquidação tardia”, completou o senador.
A comissão também pretende discutir alterações na legislação para reforçar a atuação da autoridade monetária. A ideia, segundo o presidente da CAE, é ampliar instrumentos que permitam ao BC uma fiscalização mais direta sobre estruturas como fundos e aplicações financeiras.
Calheiros afirmou ainda que haverá uma análise do eventual envolvimento político na crise. Ele citou informações de que o dono do banco, Daniel Vorcaro, teria sido recebido no Palácio do Planalto — relato atribuído ao jornal O Globo e negado pela Presidência da República. O senador disse que pretende encaminhar questionamentos por escrito ao presidente Lula.
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Siga o Times | CNBC“O que faziam lá? O que defendiam? Essa conversa foi significativa? O que, de fato, foi conversado? Todos os que estiveram na reunião podem colaborar com esta comissão. Ao presidente da República, pretendemos encaminhar por escrito algumas perguntas sobre o fato. Se ele puder respondê-las, ótimo”, disse.
Leia também: Senado instala subcomissão da CAE para investigar Banco Master e pressiona reguladores
O grupo de trabalho será formado por 12 senadores titulares e quatro suplentes. Na etapa inicial, autoridades envolvidas nas investigações devem ser convidadas para prestar esclarecimentos, entre elas o presidente do BC, Gabriel Galípolo; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin; o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo.
O plano prevê ainda audiências públicas temáticas para discutir a liquidação extrajudicial do banco, a atuação do BC e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no ressarcimento de investidores e a atuação de auditorias independentes que validaram as demonstrações financeiras antes da intervenção.
Ao comentar a participação do BC nos esclarecimentos, o senador citou um episódio histórico envolvendo a autarquia. “Um presidente do Banco Central já saiu do Congresso Nacional preso, o Chico Lopes. É evidente que não queremos que isso volte a acontecer. Mas o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com quem mantemos o melhor relacionamento, precisa ajudar a Comissão a destrinchar o que houve. Este é um ano eleitoral, e não teremos muito tempo”, completou.
Ao fim dos trabalhos, a CAE pretende consolidar um relatório com conclusões e recomendações que podem resultar em propostas legislativas para endurecer regras de fiscalização e reduzir o risco de novos colapsos no sistema financeiro.
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