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Governo admite ampliar subsídios ao diesel se guerra no Oriente Médio continuar
Publicado 25/05/2026 • 14:27 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 25/05/2026 • 14:27 | Atualizado há 1 hora
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EBC
O governo federal poderá prolongar as medidas de subsídio ao diesel caso a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continue pressionando o mercado internacional de petróleo, afirmou nesta segunda-feira (25) o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Durante seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro, o ministro disse que o cenário externo segue instável e ainda representa risco para os preços dos combustíveis no Brasil. “Infelizmente, a guerra não acabou”, destacou.
Segundo Márcio Elias, as medidas adotadas até agora ajudaram a evitar uma disparada mais intensa dos preços do diesel e reduziram impactos sobre o setor produtivo. “As duas medidas que foram tomadas reduziram o risco de explosão de preços”, afirmou.
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Após a escalada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio, o governo federal anunciou um pacote emergencial combinando desoneração tributária e subsídios temporários ao diesel.
Entre as medidas, foi zerada a cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel e criada uma subvenção específica para o combustível importado. O benefício foi estruturado em parceria com os Estados e prevê um apoio de R$ 1,20 por litro, dividido igualmente entre União e governos estaduais, com R$ 0,60 para cada lado.
O pacote também incluiu subsídios para o diesel produzido no Brasil, em uma tentativa de conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre o transporte e a atividade econômica.
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Questionado sobre a possibilidade de extensão dos incentivos e eventual mudança nos valores da subvenção, o ministro evitou descartar novas ações do governo.
“Não há nenhuma medida que você possa descartar”, afirmou Márcio Elias, ao defender que o governo tem atuado rapidamente diante das pressões externas sobre a economia brasileira.
O ministro também declarou que o Executivo demonstrou disposição para agir em cenários de crise, citando inclusive a reação brasileira às tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos. “Não falta coragem para o governo tomar decisão”, ressaltou.
Segundo ele, no cenário atual, o impacto da crise internacional sobre os preços internos permanece “contido”, embora o governo acompanhe os desdobramentos do conflito no Oriente Médio diante do risco de novas pressões sobre combustíveis e inflação.
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