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Erasmo Battistella: Biodiesel ganha força com avanço dos testes do B25 e pressão do petróleo

Publicado 21/05/2026 • 12:22 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Governo iniciou testes para ampliar mistura de biodiesel de 15% para 25% no diesel ao longo dos próximos anos.
  • Erasmo Battistella afirma que setor defende avanço imediato para B16 ou B17 por já haver respaldo técnico disponível.
  • Alta do petróleo e dependência brasileira de diesel importado aumentam competitividade do biodiesel e pressionam transição energética.

O aumento da mistura de biodiesel no diesel deve acelerar a transição energética brasileira e ampliar investimentos no agronegócio e na indústria de biocombustíveis, avalia Erasmo Battistella, CEO da Be8 e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo ele, os testes iniciados pelo governo para elevar a mistura de 15% para 25% ao longo dos próximos anos representam uma etapa estratégica para reduzir dependência de combustíveis fósseis e ampliar a competitividade do setor.

Em sua participação desta quinta-feira (21) no Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Battistella lembrou queo cronograma previsto pelo Ministério de Minas e Energia era aguardado pelo mercado desde a aprovação da lei do Combustível do Futuro.

Essa é uma notícia muito esperada para o nosso setor”, afirmou ao comentar o início dos testes técnicos para validação do chamado B25.

Na avaliação do executivo, o setor já possui respaldo técnico suficiente para avançar antes mesmo da conclusão da etapa final dos estudos. “O setor está defendendo que é possível nós avançarmos já com o B16, o B17, porque já tem respaldo técnico de outros testes que já foram feitos no passado”, destacou.

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Ele explicou que os testes ocorrerão entre este mês e fevereiro do próximo ano, envolvendo diferentes motores, laboratórios e percentuais de biodiesel. “Nós vamos ter testes para B20, para B25, em diferentes laboratórios, em diferentes motores”, ressaltou ao comentar a participação conjunta do setor produtivo, da indústria automotiva e de institutos técnicos.

Agro impulsiona setor

O avanço do biodiesel amplia o papel estratégico do agronegócio brasileiro dentro da transição energética, afirmou Erasmo Battistella, ao comentar o impacto da medida sobre a cadeia produtiva agrícola. Segundo ele, os biocombustíveis fortalecem a industrialização do agro e despertam interesse crescente de investidores internacionais.

Essa é uma vocação que o Brasil tem: produção agrícola. E nós precisamos aumentar a industrialização, e parte da industrialização do agro passa pelos biocombustíveis”, afirmou.

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Battistella destacou ainda que o setor não depende apenas da soja, mas também da reutilização de resíduos como óleo vegetal usado e gordura animal. “As indústrias estão transformando aquilo que era lixo em energia limpa”, observou ao comentar o crescimento do reaproveitamento de resíduos no setor de biodiesel.

Segundo ele, o reaproveitamento desses materiais gera ganhos ambientais relevantes e amplia o potencial de descarbonização dos combustíveis brasileiros. “Quando a gente utiliza gorduras e óleos residuais, nós temos um biocombustível ainda mais verde”, ressaltou.

Economia circular avança

A utilização de gordura animal e óleo de cozinha usado passou de problema ambiental para fonte relevante de energia limpa no Brasil, afirmou Erasmo Battistella, ao comentar a evolução da indústria desde os primeiros anos do biodiesel no país.

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Em 2005 a gordura animal no Brasil era um resíduo, era um lixo praticamente”, lembrou o executivo ao explicar que hoje cerca de 20% a 25% do biodiesel produzido no país já utiliza esse tipo de matéria-prima.

Segundo ele, a reutilização desses resíduos reduz impactos ambientais e fortalece a chamada economia circular. “A gente pega algo que estava sendo descartado, reutiliza e agrega valor”, destacou.

Battistella afirmou ainda que combustíveis produzidos a partir de resíduos possuem intensidade de carbono menor do que alternativas feitas com óleo vegetal virgem. “Ele tem o número do CI, que é o Carbon Intensity, melhor do que comparado ao óleo virgem de soja”, explicou.

Petróleo acelera debate

A alta recente do petróleo e o avanço das tensões geopolíticas reforçam o momento favorável para expansão do biodiesel no Brasil, avaliou Erasmo Battistella. Segundo ele, o país ainda importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, o que amplia a importância da substituição parcial pelo biocombustível.

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Para cada ponto percentual de biodiesel que nós adicionarmos hoje no diesel, nós economizamos em torno de R$ 6 bilhões no Brasil”, afirmou ao defender aceleração do cronograma de aumento da mistura.

O executivo destacou ainda que o biodiesel já apresenta competitividade superior ao diesel importado no cenário atual. “O biodiesel hoje está mais competitivo em preço do que o diesel importado”, ressaltou.

Na avaliação de Battistella, o cenário atual cria uma oportunidade estratégica para o país ampliar rapidamente a participação dos biocombustíveis na matriz energética. “É o momento ideal pra gente acelerar os testes, mas também pra fazer o aumento de mistura para 16% ou quem sabe 17%”, concluiu.

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