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Governo do Rio avalia desapropriar terreno da refinaria Refit para quitar dívidas

Publicado 24/05/2026 • 20:07 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O governo do Rio de Janeiro estuda desapropriar o terreno da refinaria Refit para abater dívidas tributárias bilionárias da empresa, que somam cerca de R$ 9,4 bilhões no estado e até R$ 55 bilhões no total.
  • O dono da Refit, Ricardo Magro, é investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Refino por suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação de operações financeiras, e estaria foragido.
  • As investigações também envolvem possíveis conexões políticas, incluindo citações ao ex-governador Cláudio Castro e ao senador Ciro Nogueira, enquanto a empresa nega irregularidades.

Divulgação / Refit

O governo do estado do Rio de Janeiro avalia uma medida envolvendo a possível desapropriação do terreno da refinaria Refit como forma de compensar dívidas tributárias bilionárias atribuídas à empresa. A proposta é estudada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e prevê o uso do imóvel da refinaria para abater parte dos débitos fiscais com o Estado.

A Refit é apontada como uma das maiores devedoras de impostos do Rio de Janeiro e pode também ocupar a posição de maior devedora do país, somando obrigações com União, estados e municípios. Apenas no âmbito estadual, os valores chegam a cerca de R$ 9,4 bilhões, enquanto o total estimado das dívidas alcança aproximadamente R$ 55 bilhões.

O proprietário da empresa, Ricardo Magro, é alvo de investigações da Polícia Federal e estaria foragido, segundo apurações. Ele é investigado no âmbito da Operação Sem Refino, que apura suspeitas de sonegação fiscal em larga escala, lavagem de dinheiro e uso de estruturas empresariais e fundos para ocultação de operações financeiras.

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A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As investigações também alcançam possíveis relações políticas envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que foi alvo de buscas, além de apurações sobre supostos benefícios ligados a programas de refinanciamento de dívidas fiscais.

O senador Ciro Nogueira também foi citado em investigações, sob suspeita de repasses relacionados a um fundo associado à Refit.

Em nota, a empresa nega irregularidades e afirma que não teria sido beneficiária indevida de programas fiscais.

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