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Haddad demonstra otimismo com encontro entre Lula e Trump, que deve acontecer no domingo na Malásia
Publicado 21/10/2025 • 18:24 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 21/10/2025 • 18:24 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O aguardado encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pode superar as expectativas após uma conversa telefônica considerada positiva, avaliou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), que relatou ter acompanhado a ligação que aconteceu dia 06 de outubro. Haddad destacou o tom amistoso e maduro adotado por ambos os líderes, indicando otimismo para a reunião marcada para domingo (26), em Kuala Lumpur, durante a cúpula da Asean.
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De acordo com Haddad, Lula afirmou a Trump não ter inimigos e se mostrou aberto a debater qualquer tema, o que teria gerado risos do presidente estadunidense. O ministro ainda esclareceu que o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi mencionado durante a conversa, conforme relatou à GloboNews.
O Itamaraty prevê uma oportunidade para que Lula e Trump se encontrem presencialmente no próximo domingo (26), na capital da Malásia, durante o evento do bloco econômico do Sudeste Asiático. Haddad classificou a expectativa como positiva e reforçou a importância de manter acordos com a União Europeia, com a Asean e com países do continente americano. “Penso que nós podemos esperar boas notícias”, afirmou o ministro, segundo a GloboNews.
Haddad também criticou a atuação da oposição, que, segundo ele, influenciou setores do governo dos Estados Unidos a impor sobretaxas ao Brasil. O ministro classificou essa postura como prejudicial e inconsistente, alegando que representa um “tiro no pé” para o país, e reiterou que o Brasil não pode abrir mão de importantes acordos internacionais.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (21), Haddad afirmou ter cumprido a meta fiscal de 2024 e declarou confiança no alcance dos objetivos deste ano e do próximo. O ministro criticou tentativas do Congresso de dificultar o equilíbrio das contas públicas com o objetivo de influenciar as eleições de 2026, mencionando uma aliança entre o Centrão e apoiadores de Bolsonaro (PL) para desgastar Lula.
Lula, segundo Haddad, orientou os presidentes da Câmara e do Senado a organizar o Orçamento para garantir previsibilidade na execução, incluindo os pagamentos das emendas parlamentares. O ministro elogiou a aprovação de leis que reduziram privilégios, mas ressaltou a necessidade de ajustes adicionais para alcançar superávit primário em 2026.
Haddad afirmou que a estimativa de corte de R$ 7 bilhões em emendas está subestimada e alertou que metas fiscais precisam de instrumentos adequados para serem cumpridas. Ele destacou que o Executivo propõe as metas, mas cabe ao Legislativo avaliá-las, e pediu ao Congresso mais organização econômica. Segundo o ministro, debates parlamentares têm sido influenciados pelo cenário eleitoral de 2026.

Sobre o combate ao devedor contumaz, Haddad defendeu que a Câmara paute de forma definitiva o projeto de lei em tramitação há oito anos, mas garantiu que a Receita Federal está atuando independentemente dessa aprovação. “Agora, seria de muito bom tom pautar na Câmara, em caráter definitivo, a lei do devedor contumaz, que está há oito anos tramitando”, declarou o ministro.
O ministro destacou a criação de um núcleo de combate ao crime organizado na Receita Federal, com planos de transformá-lo em delegacia, e afirmou que o Brasil é um dos poucos países que tolera a sonegação de impostos. Segundo ele, o governo está extinguindo “privilégios insustentáveis”, com impactos positivos na economia, mas reconheceu que a tarefa está longe de ser concluída.
Haddad também citou temas que precisam ser revisados, como supersalários, aposentadoria dos militares e fundos constitucionais. “Não é que o governo não mandou, o governo mandou, o Congresso ou não apreciou ou rejeitou”, afirmou, ressaltando que o Executivo fez sua parte ao encaminhar as propostas. O ministro comparou o ajuste fiscal brasileiro ao da Argentina, dizendo que, enquanto o governo argentino faz cortes drásticos, “nós estamos com uma chave de fenda na mão, não estamos com uma serra elétrica, nós estamos apertando parafuso”.
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